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Iraque rejeita mais uma vez levantamento de imunidade aos filhos do embaixador

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português revelou no dia 21 de outubro a resposta do governo iraquiano face ao pedido diplomático português feito a 25 de agosto.

Augusto Santos Silva, ministro dos negócios estrangeiros, revelou na passada sexta-feira a decisão do governo iraquiano em relação às agressões feitas pelos filhos do embaixador iraquiano em Portugal a um jovem de 16 anos, em Ponte de Sor (Portalegre).
O incidente referente a esta decisão remete para o dia 17 de agosto, quando os filhos do embaixador iraquiano, ambos de 17 anos, agrediram um jovem português um ano mais novo. Como consequência, o jovem sofreu várias fraturas, sendo transferido do centro de saúde local para o Hospital de Santa Maria e ficando em coma induzido durante vários dias.
Apesar da disponibilidade demonstrada por parte do Iraque e dos filhos do diplomata iraquiano, Saad Mohammed Ali, em cooperar com o governo português, a sua resposta é negativa face à retirada da imunidade diplomática aos gémeos de 17 anos, justificando esta decisão como algo “prematuro”.
É de relembrar que a imunidade diplomática foi estabelecida na Convenção de Viena, em 1961, com o objetivo de proteger os diplomatas e a sua família de abusos, coação ou pressões nos países em que estão a exercer o cargo.
Por último, o ministro Augusto Santos Silva refere que a resposta será transmitida ao Ministério Público e promete uma “nota pública” sobre o assunto.

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