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Jornal de Campanha – 28 de Setembro de 2015

Jerónimo de Sousa, líder da Coligação Democrática Unitária (CDU), esteve esta segunda-feira no Porto, num encontro com intelectuais e artistas, onde adiantou aos jornalistas que a proposta fiscal do relatório da União Europeia é “mais um aumento de impostos” e “mais uma forma de empobrecer quem trabalha” para Portugal. O aumento de impostos sobre o consumo também é “injusto porque tanto paga o rico como o pobre”.

O líder da CDU acrescenta que a proposta “não vai directamnete aos salários, mas são rendimentos dos trabalhadores e das populações que acabam por ser afetadas com uma falsa igualdade”, pois trata-se de “mais uma distorção do que deveria ser uma política fiscal” que pedisse mais dos ricos e menos dos pobres.

Entretanto, pela manhã, a coligação do PSD e do CDS, Portugal à Frente (PAF), esteve em Caldas da Rainha, nas estufas de morangos, com a ministra da Agricultura: Assunção Cristas e a cabeça de lista: Teresa Morais.
Assunção celebra hoje o seu aniversário e teve dois bolos, um em forma de morango e outro em forma de pêra, à sua espera, juntamente com champanhe.

À hora de almoço, Passos Coelho, o presidente do PSD, comparou a empresa ao que quer para o país, pois quando ficou destruída por “motivos climatéricos, há uns anos, o gestor e accionistas reuniram-se com os trabalhadores e juntos conseguiram reconstruir tudo, produzir mais e exportar mais”, sendo essa a “visão” que tem para Portugal. Concluiu dizendo que “se uma empresa é mal gerida é preferível que troque de dono e não mande para o desemprego os trabalhadores”.

Antes de Caldas da Rainha, Paulo Portas (líder do CDS) e Passos Coelho visitaram uma fábrica de calçado em Alcobaça que fornece principalmente o mercado militar estrangeiro. Maria José está há 24 anos sentada na máquina de costura e diz que é a “primeira vez” que são visitados por um primeiro-ministro, garantindo que vai votar mas sem dizer em que partido.

Também durante o dia de hoje António Costa, líder socialista, discursou num almoço em Lisboa, sendo antecedido por quatro agentes da cultura que explicaram porque votarão PS: Pilar del Rio, Carrilho da Graça, Joana Vasconcelos e António Pinto Ribeiro.

Costa explicou o que quer e não quer de um ministério da Cultura: “Mais importante do que ter um ministério da Cultura é termos um governo de Cultura. Um ministério da Cultura não é para os agentes culturais, é para o país”. Continuou dizendo que a “obrigação do Estado” é “criar condições de igualdade de oportunidade para que haja gosto pela cultura” e esta “seja acessível a todos”.

Quer Portugal como uma “sociedade do conhecimento”, que necessita de “duas fontes fundamentais: ciência e cultura”; sociedade oposta a um país desenvolvido em baixos salários e precariedade.

Catarina Martins, a porta-voz do Bloco de Esquerda (BE), visitou esta manhã a Escola Profissional de Hotelaria de Fátima.

Insistiu na defesa do direito de voto para pessoas a partir dos 16 anos de idade: “Aos 16 anos as pessoas podem começar a trabalhar, podem pagar impostos, se cometerem um crime são presas e podem até ser mobilizadas para a tropa. E, portanto, quem pode ter tantas responsabilidades tem de poder escolher, tem de poder votar. E é por isso que o Bloco de Esquerda tem defendido o voto aos 16 anos” (o programa do BE propõe, na página 41, “o alargamento do direito de voto aos cidadãos estrangeiros vivendo há mais de três anos em Portugal e aos cidadãos a partir dos 16 anos de idade, que já têm responsabilidade laboral, penal, fiscal”).

Na escola, focou-se principalmente em ouvir os alunos, de idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, e as suas preocupações, que vão desde o desemprego à emigração, das pensões aos impostos, passando pelas drogas leves e pelos refugiados.

À saída, Catarina resumiu a manhã, explicando a razão que a levou ali: “Nas campanhas eleitorais fala-se muito dos jovens – e nós também temos falado – mas também é bom ouvi-los. E foi isso que fizemos aqui hoje. E vemos como as questões deles são determinantes para o futuro. Seja os problemas do emprego e do salário, seja a preocupação que têm com as pensões dos seus pais e dos seus avós, seja as preocupações ambientais. Ou seja, quem tem hoje 16 anos está a pensar no futuro – precisamos de os ouvir”.

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