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Justos vencedores

O jogo entre Sporting e Benfica referente à quarta eliminatória da Taça de Portugal, que terminou com a vitória leonina, tem gerado bastante controvérsia. O jogo decorreu no sábado à noite e, mesmo tendo em conta que até foi a prolongamento, já durava há demasiado tempo.

Não vou defender qualquer uma das posições, nem é disso que vos quero falar. As reações dos responsáveis do Sporting e do Benfica demonstram na perfeição aquilo que o futebol português é na sua essência. Em primeiro lugar, a procura, por mais ridícula que seja, de uma justificação para os insucessos desportivos nomeadamente através da arbitragem; em segundo lugar, a falta de uma estratégia coordenada no que à comunicação externa diz respeito e, por fim, o desconhecimento total, pelo menos aparentemente, de qualquer código de conduta ética e deontológica.

Gostava ainda de destacar algo que me parece superior a qualquer discussão futebolística. Como é possível que o professor Rui Vitória tenha a coragem, sim, a coragem, para se vir vitimizar dizendo que Nicolas Gaitan, juntamente com Luisão, estavam a caminho do hospital, quando, segundo o próprio, estava com tonturas desde o intervalo, e o treinador do Benfica optou por mantê-lo em campo.

Desejo, como espero ter ficado bem claro neste artigo, que o clima de crispação e guerra que se faz sentir no futebol português não dure por muito mais tempo. Quem fica a perder é, sem dúvida, o futebol.

O Duarte Silva escrever ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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