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Lago dos Cisnes – Review

Dia 30 de dezembro, o ano de 2015 estava em vésperas de terminar e eu dirigia-me ao Teatro Tivoli para assistir a um bailado muito especial. Um bailado que, desde 2010, com o filme Black Swan, eu andava muito curiosa para ver encenado em palco.

Tive, então, a oportunidade de o ver através da Russian Classical Ballet, uma companhia composta por um elenco de bailarinos graduados pelas mais conceituadas escolas coreográficas. Elenco composto por artistas laureados e premiados que se reuniram para dar, assim, vida a uma das maiores obras-primas do bailado clássico.

O Lago dos Cisnes consiste então num ballet russo, dividido em quatro atos do compositor Tchaikovsky. Fala-nos de Odette, a princesa transformada em cisne por um terrível feiticeiro. Apenas o verdadeiro amor, o do Príncipe, conseguirá quebrar o feitiço.

Captura de ecrã 2016-01-13, às 02.48.02

A companhia manteve-se fiel aos quatro atos originais da peça e à história desta. Bailarinos extremamente bem preparados e coreografias belíssimas. Os cenários e o guarda-roupa não ficaram atrás, sendo que se notou um enorme investimento nessas matérias. Contudo, nem tudo foi perfeito. O bailarino que vestiu a pele do feiticeiro Von Ronthbart deixou muito a desejar face aos seus colegas. Uma falta excessiva de pontas e constantemente fora de tempo levou a que se tornasse desagradável assistir às suas prestações e, pior, a que as alturas de maior intensidade do bailado, nas quais este se inclui, perdessem qualidade.

Apesar deste percalço, não deixou de ser a melhor maneira possível de eu passar aquela noite. Ballet clássico é algo a preservar, ainda para mais com uma das histórias mais belas que nos foram deixadas – O Lago dos Cisnes.

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