“Não me calo!”

Oito de março é marcado internacionalmente como o Dia da Mulher. Neste dia, dezenas de portugueses (homens e mulheres) marcaram presença no Rossio numa paralisação feminista intitulada “Não me calo”.

Começou a ser celebrado na viragem do século XX, mas tem origem na celebração da luta de mulheres trabalhadoras americanas do setor têxtil que, em 1857, foram reprimidas pela polícia e consequentemente mortas num incêndio numa fábrica. O Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas em 1977 e ainda hoje se continua a celebrar por todo o mundo.

Numa iniciativa da plataforma argentina Ni Una Menos, dezenas de mulheres e de homens juntaram-se no dia 8 de março na Praça do Rossio em Lisboa, sob o mote “Não me calo, nem trabalho – Basta!”, àquela que foi uma paralisação de mulheres a nível internacional. Mais de cinquenta países aderiram a esta iniciativa contra a violência machista, a opressão, a exploração e a desigualdade que afetam diariamente milhões de mulheres em todo o mundo.

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Com início marcado para as 17 horas, este protesto teve como objetivo que todas as mulheres saíssem mais cedo do trabalho e abandonassem as tarefas domésticas para lutarem pela igualdade e pela liberdade. “O lugar da mulher é onde ela quiser”, “Filhas da luta” e “Mulheres na rua” foram algumas das frases que mais se fizeram ouvir durante toda a tarde e que mais marcaram o dia.

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Numa forma de consciencializar a sociedade para a importância do sexo feminino, este protesto serviu também para celebrar os dez anos da legalização do aborto em Portugal. “No dia 11 de fevereiro de 2007 em Portugal ganhou o SIM no referendo ao aborto por opção da mulher, gratuito e em saúde. Ganhou o direito à escolha”, podemos ler no manifesto divulgado nas redes sociais.

Esta paralisação decorreu igualmente em outras cidades portuguesas como o Porto, Coimbra e Setúbal. Para sábado está também marcada uma nova marcha de apoio à condição feminina com início no Largo de Camões denominada “Constroem muros, aprendemos a voar”.

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