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Novo protesto dos suinicultores resulta em duas detenções

Um protesto junto à Carnes Nobre, uma das maiores fábricas de produtos transformadores, juntou cerca de 50 suinicultores na passada terça-feira. Os confrontos entre produtores e autoridades só terminaram cerca da 1h30m da manhã de quarta-feira, com a detenção de duas pessoas e um ferido.

Os suinicultores voltaram a juntar-se, desta vez num plenário que decorreu na zona de Benedita, no concelho de Alcobaça, e que rumou mais tarde a Rio Maior, para a empresa Carnes Nobre. Em causa estaria a alegada utilização de carne suína espanhola nos produtos da indústria portuguesa.

O pelotão de Intervenção Rápida do Comando Territorial da GNR, que esteve presente no local durante toda a tarde, ajudou a controlar os manifestantes que tentavam invadir a fábrica. Entre palavras de ordem proferidas, o pedido de demissão do Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, foi também uma das exigências dos produtores.

A Estrada Nacional 1, na localidade de Venda das Raparigas, esteve cortada ao trânsito por duas vezes. A ocupação da faixa por camiões e o descarregamento de uma elevada carga de brita por parte dos produtores impediu a circulação de veículos no sentido sul-norte. A máquina que trabalhou na remoção da brita foi apedrejada pelos manifestantes e os Bombeiros de Benedita só conseguiram prosseguir com a limpeza da via graças à intervenção dos militares do pelotão que bloquearam os produtores numa outra zona próxima.

Os protestos cessaram por volta da uma e meia da manhã, depois de um homem ter sido ferido nos confrontos diretos com a GNR. Dois homens foram detidos e encaminhados para o posto da GNR, na Batalha.

Já no mês passado um grupo de 250 camiões de suinicultores bloqueou a entrada em Lisboa, provocando enormes constrangimentos no trânsito da capital. Entre as queixas destacava-se a venda da carne de porco abaixo do custo de produção, uma medida que coloca o setor numa situação insustentável. O grupo tentou chegar à fala com Capoulas Santos, mas sem sucesso, uma vez que a delegação não chegou a ser recebida no ministério.

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