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O Renascido – será desta, DiCaprio?

A mais recente longa-metragem do aclamado realizador mexicano Alejandro González Iñárritu conta com Leonardo DiCaprio no papel de Hugh Glass, um caçador norte-americano que é abandonado pelo seu grupo de expedição após um ataque de um animal feroz.

A história, baseada em factos reais, retrata a aventura de um homem que, motivado pela vingança, tenta acima de tudo sobreviver.

O filme, nomeado para 12 Óscares da Academia, revela-nos uma interpretação visceral de DiCaprio – interpretação que lhe garantiu o Globo de Ouro e muito provavelmente garantir-lhe-á o Óscar de Melhor Ator Principal.

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Ainda que DiCaprio seja o centro de atenções quando se fala d’O Renascido, o filme conta com um elenco soberbo – Tom Hardy, Will Poulter e Domhnall Gleeson. Tom Hardy garantiu também a nomeação para Melhor Ator Secundário, sendo que as cenas com a personagem de Leonardo DiCaprio são umas das mais envolventes de todo o filme.

Mas como já nos habituou Iñarritu, os seus filmes não contam apenas com um excelente argumento e um ótimo elenco. A fotografia em O Renascido é uma verdadeira obra de arte por si só.

O trabalho de Emmanuel Lubezki cria uma atmosfera impressionante, que, acompanhada pela banda sonora absolutamente envolvente, torna o filme numa experiência inacreditável. Os longos planos, todos filmados sem recorrer a qualquer luz artificial, transmitem a imensidão da luta pela sobrevivência e a profundidade da motivação da personagem principal. As cenas mais marcantes, desprovidas de qualquer diálogo, retratam a eterna luta entre o ser humano e a Natureza e revelam o talento de Iñarritu – o realizador consegue, mais uma vez, levar o ator principal ao limite das suas capacidades.

Contudo, sem tirar mérito ao realizador, os dois grandes pilares de O Renascido são a interpretação de DiCaprio e a fotografia de Lubezki.

O filme lidera a corrida aos Óscares e qualquer pessoa percebe porquê depois de o ver. Desde a produção até à interpretação, O Renascido é um filme onde todas as pequenas peças que o compõem são singularmente soberbas mas que, ainda assim, revelam ser ainda melhores em conjunto.

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