Atualidade,  Informação

Portugal vai continuar a envelhecer: está próximo o adeus à linha dos dez milhões de habitantes

O envelhecimento da população portuguesa só vai estabilizar no ano de 2049. As projeções são do Instituto Nacional de Estatística e mostram que a população residente em Portugal poderá passar dos atuais 10,292 milhões de habitantes para apenas 7,478 milhões em 2080.

A partir de 2031, todos podemos esquecer o simbólico número dos “dez milhões de habitantes” que vem nos livros escolares.

Nestas projeções do INE foram pensados três cenários: um pessimista (baixo), um médio (central) e um otimista (alto).

Mas até mesmo o mais otimista não se mostra muito positivo. Para entender melhor a realidade que se aproxima, o INE divulgou as projeções relativas à população e ao envelhecimento.

IDOSOS:

Entre este ano e 2080, o número de idosos aumentará de 2,1 para 2,8 milhões. Em contrapartida, a população jovem vai decrescer, o que provocará a explosão do Índice de Envelhecimento nacional, que se situará nos 317 idosos para cada 100 jovens em 2080.

POPULAÇÃO ATIVA:

Já a população em idade ativa, isto é, os habitantes disponíveis para trabalhar, com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, diminuirá de 6,7 para 3,8 milhões de pessoas. Esta situação leva à diminuição acentuada do Índice de Sustentabilidade, que passará de 315 para 137 pessoas em idade ativa por cada 100 idosos.

JOVENS:

O número de jovens também vai diminuir, ficando abaixo de um milhão – o valor passará de 1,5 para 0,9 milhões. O INE explica que, mesmo que o Índice Sintético de Fecundidade cresça positivamente, haverá uma “ diminuição do número de nascimentos, motivada pela redução de mulheres em idade fértil, como reflexo de baixos níveis de fecundidade registados em anos anteriores”.

As Projeções de População Residente são publicadas pelo INE a cada três anos. Os resultados obtidos são condicionados pelo volume e pela estrutura da população, no momento de partida (2017), e pelos diferentes padrões de comportamento da fecundidade, da mortalidade e das migrações.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *