Artes Visuais e Performativas

Ricardo III – Uma Viagem À Loucura Do Homem

Artigo escrito por Flávia Gomes

No Teatro da Trindade, no «coração» da baixa lisboeta, está em cena a peça Ricardo III. A peça estreou a 26 de novembro e estará em cena na sala Carmen V2 até dia 31 de janeiro de 2021. Uma peça original de William Shakespeare, mas que conta com a encenação de Mário Medeiros. O elenco brilhante que leva a peça a cena conta com a participação de nomes muito conhecidos como Diogo Infante, João Jesus, Gabriela Barros e Guilherme Filipe. 

A história da peça conta a forma sangrenta como Ricardo de Gloucester ascendeu ao trono inglês através de mentiras, manipulações e assassinatos. A interpretação do encenador, Mário Medeiros, levou as personagens a envergarem roupas modernas.

Fonte: Teatro da Trindade INATEL

A peça é indicada apenas para maiores de 14 anos devido às cenas explícitas de nudez e de morte. As cenas de loucura da personagem principal, que é também o vilão da história, rondam todas a ideia de que o futuro rei está a perder a sua sanidade. Os pequenos atributos cómicos que o encenador incluiu numa peça trágica e tão violenta como esta enfatizam essa mesma sensação.

A escolha do figurino é muito interessante de se ver, pois transmite a sensação de que isto poderia acontecer nos tempos de hoje. No entanto, é através da linguagem utilizada que é logo percetível que não se trata dos tempos de hoje e que muitos de nós podem associar ao estilo de linguagem usado por Gil Vicente.

Fonte: Teatro da Trindade INATEL

Os bilhetes variam entre os 12€ e os 72€, diferenciando, assim, os lugares. O teatro encontra-se equipado com todas as precauções devido à situação pandémica que ultrapassamos: o uso de máscara é obrigatório durante o tempo todo dentro do teatro, os lugares nas plateias e nos balcões encontram-se espaçados e há um dispensador de álcool gel no átrio do mesmo. 

Continuem a apoiar a cultura que precisa, neste momento, de tanto tal como todos nós.

Bons espetáculos e em segurança!

Artigo revisto por Rita Asseiceiro

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