Desporto

Segunda histórica

“ (…) Convertemos em realidade as amenas conversas que tínhamos, que sonhávamos e conseguimos levar a um bom fim.” – António Feliciano Bastos

David Pacheco, Rafaela Simões. Fotos: Catarina Albino

O Grupo Sportivo de Loures é um clube histórico do concelho de Loures, fundado em 1913 por António Feliciano Bastos. Tem como sua casa o Estádio José da Silva Faria localizado na rua Travessa Luís Pereira da Mota, junto aos Bombeiros Voluntários de Loures.

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Ao nível de equipas, o G. S. Loures possui na presente época cerca de 215 atletas dos diferentes escalões de competição, começando no escalão sub-10 até à equipa sénior do clube, que se encontra atualmente a competir no Campeonato de Portugal.

O G.S. Loures é um clube em crescimento, com o claro objetivo de potencializar jogadores na formação que possam dar ao clube os melhores resultados possíveis e ainda serem opções válidas na equipa sénior do clube. Fomos saber mais sobre o futebol de formação do G.S. Loures, mais propriamente da equipa de Juniores B (Sub-17), que pela primeira vez na história deste escalão passou para a segunda fase do Campeonato Nacional de Juniores B. Campeonato este organizado pela Federação Portuguesa de Futebol. Para nos ajudar a perceber este evento histórico a ESCSMAGAZINE falou com a equipa técnica constituída por quatro treinadores. O único não presente foi Mário Patrício.

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(Equipa Técnica: Pedro Abranja, Miguel Barata e Gonçalo Vaz)

Fomos recebidos em dia de treino, umas horas antes do começo deste. Na sala de imprensa, cheia de troféus das várias modalidades deste histórico clube, Pedro Abranja, Miguel Barata e Gonçalo Vaz falaram connosco.

Como é a preparação de uma equipa de futebol de formação, especialmente para os treinadores? Quais os objetivos no princípio da época?

Pedro Abranja (P.A) – Para nós, tendo em conta que é futebol de formação, o principal objetivo é potencializar os jogadores, fazê-los crescer e para isso acontecer tem de haver uma organização coletiva que permita a cada um deles saber o seu papel e a partir daí conseguirem desenvolver as suas qualidades. Claro que faz mais sentido fazer isto ganhando jogos, mas não ficamos refém da vitória. Existe uma ideia de jogo, mas sempre com a perspetiva de dar aos jogadores a possibilidade de se divertirem ao jogarem. Já fizemos isso desde o ano passado e tem sido um pouco a nossa matriz. É dar o treino da forma que se fossemos nós os jogadores gostaríamos.

Em termos de jogadores do escalão de Juniores B, o clube tem mais de 50, divididos em 2 equipas (JunB A – Sub-17/ JunB B – Sub 16). Como é que conseguem ter tantos jogadores no G.S Loures?

P.A – Neste caso, custa-nos mais deixar jogadores. Nós temos 50, mas poderíamos ter 70 ou 80. Não é difícil fazer um plantel de 50 jogadores dividido pelas duas equipas. Isso não é difícil, às vezes o difícil é ter a qualidade em todas as posições, mas isso aos poucos e poucos vai sendo conseguido e se há dois ou três anos atrás era muito mais difícil, com a subida da equipa ao nacional fez com que muitos jogadores viessem para cá. Até neste ano, no final da primeira fase já tivemos jogadores, pais, empresários que querem colocar jogadores num clube pequeno como o nosso.

É a primeira vez que passam à segunda fase do Campeonato Nacional de Juniores B, como se sentem ao chegar a esta fase?

P.A – Efetivamente, é bom. É algo que enquanto equipa técnica tivemos a ambição desde que construímos o plantel no final da época anterior, em junho. Esse objetivo foi muito mais nosso (equipa técnica) do que do clube. O clube apenas nos pediu a manutenção. Poderia ser agora, nos quatro primeiros isso ficou garantido, como poderia ser só no final da época. Nós trabalhamos para os quatro primeiros, os jogadores também perceberam que era esse o objetivo possível de alcançar e trabalharam para isso.

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(Equipa de Juniores B, sub-17, do Grupo Sportivo de Loures)

Com o crescimento do clube, o G.S. Loures pretende cada vez mais apostar nas suas infraestruturas. O clube tem previsto para 2019 a mudança de instalações, que trará às equipas melhores condições de treino e também uma nova imagem para o clube. As únicas instalações são o Estádio José da Silva Faria, onde treinos e jogos são efetuados. A equipa técnica dos Juniores B concorda plenamente com esta aposta do clube e afirma que trará benefícios para os atletas da formação. Mas, será que deste plantel que faz história, saíram jogadores para os séniores do Loures, dando continuidade ao clube. A resposta da equipa técnica é positiva.

Existem jogadores que podem chegar ao plantel sénior do Loures?

Miguel Barata – Eu acho que isso é sempre difícil nós prevermos nesta idade. Primeiro porque estamos numa fase em que eles estão em evolução. O potencial que eles têm neste momento é muito, mas, daqui a dois, três anos, o crescimento de cada um deles vai ser diferente. Nem todos vão crescer de igual maneira. Agora, é óbvio, que existe qualidade para eles chegarem e integrarem o plantel sénior. Mas também depende da ambição do clube, do projeto do clube, das pessoas que estão à frente da equipa técnica que os vai receber, se se identificam com eles ou não. Dúvidas não há que neste momento os jogadores que fazem parte do plantel de juvenis da equipa A têm muito potencial para chegar ao futebol sénior e inclusive ao plantel sénior do clube.

P. A. – Eu estou inteiramente de acordo com o Miguel, acho que alguns deles eventualmente não vão chegar aos séniores do Loures ou até vão sair antes, para outros clubes, clubes maiores. Nós já temos tido várias abordagens para jogadores saírem para outros clubes, felizmente, uma grande parte deles querem ficar, a não ser que seja para sair para um Benfica, Sporting ou uma equipa ou outra acima do norte, como por exemplo o Boavista. Caso contrário eles preferem ficar aqui. Isso também nos deixa de certa forma orgulhosos e, sim, eles têm esse potencial, faltam ainda dois anos até chegarem a séniores. Mas eles têm esse potencial e acredito que alguns deles vão para lá desses campeonatos, vão até campeonatos profissionais.

Gonçalo Vaz – Já foi quase tudo dito (risos). Mas concordo inteiramente, vai depender de muitos fatores que nós não controlamos. A escola é um desses. Alguns deles vão ter de optar por uma coisa ou outra, agora ao nível de qualidade e potencial, diria que, sem dúvida, que há jogadores que o têm. Na nossa função, aquilo que nós podermos ajudar e o que pretendemos é mesmo isso. Prepará-los para a etapa seguinte e depois da etapa seguinte logo se vê.

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