Soluções naturais para combater as mudanças climáticas
Encontrar um planeta que reúna as condições para que exista vida é extremamente improvável, sobretudo se compararmos essa probabilidade com a velocidade a que as alterações climáticas estão a aumentar.
Por isso fica a questão: se não temos conhecimento de outro planeta que nos ofereça as condições que a Terra nos oferece, porque é que cuidamos tão mal dela?
É muito provável que nos últimos tempos tenhas ligado a tua televisão e te tenhas deparado com notícias sobre catástrofes naturais em vários países de todos os continentes.
É claro que cheias, secas, furacões, incêndios e terramotos são algo natural. Desde sempre que os seres vivos do nosso planeta tiveram de aprender a lidar com este tipo de acontecimentos, especialmente em certas áreas do globo propícias a determinados fenómenos, como os terremotos no Japão ou as secas no Norte de África. No entanto, nos últimos anos, tem havido um registo elevado de catástrofes naturais que têm afetado várias populações e várias espécies de seres vivos.
A Ciência informa-nos que este aumento preocupante de catástrofes se deve às alterações climáticas, e os responsáveis por estas somos nós, os Humanos.
Desde o início da nossa evolução como espécie, procuramos sempre inovar e descobrir novas formas de viver o nosso quotidiano. Fizemos descobertas e invenções extraordinárias que nos foram bastante úteis, porém também tivemos outras invenções que se tornaram responsáveis por destruir a nossa única casa.
Os combustíveis fósseis, os plásticos descartáveis, as armas nucleares, o desmatamento em escala industrial, os agrotóxicos e químicos industriais, a pecuária intensiva, a urbanização descontrolada e o consumo excessivo são os mais conhecidos causadores do preocupante estado atual do Planeta Azul.
Muitos estudos científicos e organizações afirmam que existem pequenos passos que cada pessoa pode fazer para ajudar a reduzir a pegada climática.
Quando falamos em soluções para ter um estilo de vida mais sustentável, a primeira coisa que possivelmente te aparece na cabeça é a reciclagem. Isto deve-se ao facto de os plásticos e os microplásticos serem os mais famosos poluidores do planeta.
O consumismo excessivo de plásticos levou o planeta a um estado extremo. Existem plásticos nos oceanos e em terra que, ao serem ingeridos, matam dezenas de animais semanalmente. Ainda mais prejudiciais que os plásticos são os microplásticos. O seu tamanho torna o processo da reciclagem e da recolha de plásticos da terra e oceanos ainda mais complicado e, graças a serem constantemente ingeridos por diversas espécies, já entraram na sua cadeia alimentar. Consequentemente, já se encontram nos sistemas digestivos dos humanos.
Para reduzir o excesso de plástico, como já é de conhecimento de todos, e como mencionei acima, é importante fazer a reciclagem. Colocar as embalagens nos ecopontos é o básico que todos os cidadãos deveriam fazer. No entanto, seria muito benéfico que todas as pessoas que frequentam a praia, ou locais com plásticos acumulados, apanhassem pelo menos cinco pedaços de lixo. Se cada um fizesse um pouco, iríamos ver uma grande redução da quantidade de plásticos no planeta. Como diz o ditado popular, “grão a grão, enche a galinha o papo”.
Outro grande responsável pelas alterações climáticas, e que não é tão frequentemente mencionado, é a pecuária intensiva. Hoje em dia, muito se fala da crueldade animal e de como o consumo de carne é um ato de maldade para com a maioria dos seres. E sim, está provado que os animais das indústrias pecuárias sofrem muito durante a sua vida e depois são mortos de uma forma insensível. Se o ato de maltratar um animal até ao dia da sua morte já é um tema sensível e preocupante, pensem que, a agravar a situação, ainda estamos a poluir o planeta.
Não estou a dizer que a solução para este problema seria passarmos todos a vegetarianos, abandonando a 100% o consumo de carnes. No entanto, se cada pessoa reduzisse a quantidade de carne que consome durante o dia e tivesse o cuidado de as escolher com cuidado, ou seja, comprar carnes que apresentem o selo de bem estar animal, já seria excelente. Até porque o que a roda dos alimentos nos diz é que apenas 5% da nossa alimentação diária deve ser composta por proteínas animais.
Para diminuir o uso de combustíveis fósseis, é importante apostar em energias renováveis, como a solar e a eólica, e utilizar mais transportes públicos, bicicleta ou caminhar. Em relação ao desmatamento em escala industrial, é essencial proteger as florestas, promover o reflorestamento e evitar o gasto de papel, substituindo todo o tipo de documentos em papel por documentos digitais. Também é necessário reduzir o uso de agrotóxicos e químicos industriais, incentivando a agricultura biológica e métodos de produção mais naturais que respeitem os ecossistemas.
Honestamente, acho que este tema, embora já muito falado, tem menos impacto na sociedade do que aquilo que deveria. Acredito que mais legislação por parte dos governos dos diversos países do globo e por parte das organizações mundiais é extremamente necessária. Para além da Legislação, todos os cidadãos deveriam fazer escolhas mais conscientes no dia-a-dia, percebendo o impacto que têm no planeta. No fundo, devia haver um esforço coletivo para encontrar alternativas sustentáveis às nossas atividades do quotidiano.
Fonte da capa: Pinterest
Artigo revisto por: Constança Alves
AUTORIA
Há quem diga que é uma pessoa extrovertida e alegre; outros dizem que é tímida e reservada. Mas a verdade é que a Mafalda é apenas alguém que adora estar com a família e os amigos, é apreciadora de várias formas de arte e é apaixonada por aquilo que ainda não conhece. É verdade! Desde a Física Quântica à História da Humanidade e à Religião, a Mafalda gosta de aprender um pouco sobre tudo. Estuda mais sobre temas aleatórios do que para as frequências e exames e, por isso, muitos dizem que é “cabeça no ar”, mas, na realidade, ela está mais atenta ao mundo do que as pessoas pensam. O grande amor da vida da Mafalda são os animais. É capaz de faltar a uma aula para resgatar um cãozinho em apuros, e um dos seus maiores sonhos é viver numa quinta cheia deles.





