Spider-Man: Homecoming – O regresso do cabeça de teia

Aproveitando este período de regresso às aulas e de início do ano letivo 2017/2018, venho falar-vos do filme que marca o regresso e o renascer do Homem-Aranha, num dos maiores blockbusters deste Verão: Spider-Man: Homecoming.

Depois dos direitos do herói pertencerem à Sony por mais de 10 anos, os estúdios da Marvel finalmente conseguiram recuperar a imagem do mesmo e juntá-lo ao tabuleiro de xadrez da produtora, sendo já integrado neste enorme puzzle de super-heróis.

No entanto, era necessário haver alterações no super-herói. Era preciso renová-lo e melhorá-lo, tentando eliminar qualquer semelhança com o eterno Spider-Man interpretado por Tobey Maguire.

Assim, no filme Capitão América: Guerra Civil, a Marvel apresentou-nos o reinventado Homem-Aranha. Este “novo” Peter Parker é jovem, irrequieto e  ambicioso. Tem mais sentido de humor, mais irreverência e, acima disso, mais tecnologia. Por baixo da máscara está Tom Holland, ator que teve um enorme impacto e conseguiu revitalizar e absorver esta nova energia dada ao cabeça de teia.

Nesta terceira franquia, explora-se o lado imaturo e ambicioso do jovem herói, que apenas quer fazer algo de relevante e usar os seus poderes para algo mais importante. No entanto, ainda não está ao mesmo “nível” que os restantes membros dos Vingadores e isso está bem vincado na forma como Tony Stark (Robert Downey Jr.) funciona como uma figura autoritária e até paternal para o jovem adolescente, ou então Happy Morgan (Jon Favreau), que é o assistente do Homem de Ferro e faz a ligação entre Peter e Stark, reforçando ainda mais a ideia de que o jovem estudante não está no mesmo degrau da restante equipa.

Como seu inimigo  o Homem-Aranha tem Adrian Toomes (Michael Keaton), mais conhecido por Vulture. Normalmente fico sempre desapontado com os heróis que nos são apresentados nos filmes da Marvel, mas admito ter ficado algo surpreendido desta vez. Apesar de todos sabermos que, à partida, o mal será derrotado, achei muito interessante o facto de haver um sentimento genuíno no surgimento deste vilão. Ou seja, depois da batalha de Nova Iorque, representada no primeiro filme dos Vingadores, Adrian Toomes e a sua empresa são contratados para limpar os destroços provocados na cidade. Mas, a certo ponto, o departamento de controle de danos, comandado por Tony Stark, assume o controlo da operação, levando dezenas de homens para o desemprego e para a sua desgraça.

Assim, e com um enorme desejo por vingança, Toomes reúne o seu antigo grupo de trabalhadores e, ao invés de devolverem as armas e materiais que encontraram entre os destroços, usaram esses destroços para criar armas avançadas e vendê-las.

Com isto, estão lançados os dados para o enredo do filme, onde é retratada a forma como o jovem Homem-Aranha tenta lidar com os problemas típicos de um adolescente, desde os testes e passando pelo enorme stress que é escolher uma companheira para o baile da escola, enquanto que, ao mesmo tempo, ambiciona combater o crime e afirmar-se perante os outros membros da equipa de super-heróis.

Em resumo, é, de certa forma, a representação física da frase proferida pelo tio de Peter Parker, ainda na primeira franquia do super-herói: “Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”.

E, em jeito de conclusão, este é o Homem-Aranha de que a Marvel e os Vingadores precisam. A apresentação do cabeça de teia no grupo não podia ter sido feito de forma melhor.

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