Steven Wilson – O monstro (simpático) do Rock Progressivo

Fonte: http://stevenwilsonhq.com

Steven Wilson não é um nome estranho para os amantes de rock e de metal progressivo: já figurou em diversas bandas do género – Porcupine Tree, Blackfield, I.E.M, No-man – tendo também já colaborado com outros grandes grupos, tais como Opeth, Yes, Jethro Tull e King Crimson. Wilson, no entanto, é também conhecido pelos álbuns e digressões a solo, tendo sido nesse contexto que visitou a Sala Tejo do Altice Arena, no dia 15 de janeiro.

Foi a segunda vez que o multi-instrumentista visitou este espaço para concertos como parte da “To The Bone Tour”, que tem vindo a decorrer desde janeiro de 2016 e que deverá terminar em março do corrente ano. Wilson e os músicos por quem se faz acompanhar entretiveram a audiência durante cerca de duas horas, tendo o espetáculo sido dividido em duas partes temáticas – a primeira dedicada ao último álbum a solo que lançou e a segunda mais variada, com temas de diversos géneros musicais (incluindo disco). O músico satisfez ainda a vontade dos fãs mais ávidos, tendo prolongado o concerto para um encore que contou com temas dos Blackfield  e dos Porcupine Tree, o projeto musical que o colocou na ribalta.

Bem humorado e criativo, Wilson não deixou de interagir com a audiência, de discutir as próprias  influências musicais e de manifestar o contentamento em saber que a música que produz chega ainda às gerações mais novas, sendo que os seus trabalhos são especialmente atrativos para as camadas sociais que viveram a fase áurea do rock progressivo – a década de 70.

A setlist contou com momentos muito bem conseguidos entre o rock mais “pesado”, baladas e ainda temas que fizeram até os mais “metaleiros” dar um passinho de dança. Mas não só de música se fez este exímio concerto – o espetáculo de luzes, bem como os vídeos apresentados no decorrer das faixas tocadas, contribuíram para a criação de um ambiente descontraído e para tornar o tal espetáculo espetacular.

É ainda de louvar a diversidade de estilos que o artista domina e cunha como seus, na medida em que converge no seu trabalho influências de estilos tão diferentes e quase antagónicos como o Jazz, Disco, Metal, Pop e Eletrónica.

                                                                                         Artigo revisto por Vitória Monteiro

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