• Opinião

    Não é só meter uma cruzinha

    No passado dia 1 de outubro, votei pela primeira vez na condição de cidadão deste país à beira-mar espojado, à espera de que um tsunami o livre deste triste fado. Já tinha votado na condição de cidadão sportinguista e, apesar de ter ficado um pouco pretensioso na altura, não se compara à força do sentimento no momento do meu voto nestas autárquicas.  Meter aquelas cruzinhas fez com que eu pensasse ter, por algumas horas, um doutoramento em Ciências Políticas: “Claro que candidato x obteve x por cento dos votos; então ele não fez isto, aquilo e aqueloutro? Por isso é que blá blá blá”, afirmo, apaixonadamente, enquanto são divulgados os…