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    “No Castelo ponho um cotovelo Em Alfama descanso o olhar”

    Alfama, que deriva do árabe al-hamma, é o mais antigo e um dos mais típicos bairros de Lisboa. Al-hamma significa banhos ou fontes, uma vez que lhe está associado, geologicamente, um grupo de nascentes minero-medicinais, que, ao longo da história, foram canalizadas para alimentar chafarizes. Um dos mais conhecidos é o Chafariz de El-Rei. Foi um dos bairros que sobreviveu ao terramoto de 1755. Abrangendo as freguesias de São Miguel, Santo Estevão e São Vicente de Fora – dos bairros de Lisboa, Alfama é o mais peculiar e o mais genuíno, assemelhando-se a uma antiga aldeia, onde as ruas estreitas (resultado da cultura muçulmana), os becos esguios, a roupa estendida…

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    Paredes com Histórias

    Fotos: Ana Rita Nunes e Pedro Miranda Nestas paredes está um convento, que foi mandado construir por um rei que queria descendência. Aqui cabe um povo inteiro. Um povo pobre, faminto e oprimido pela monarquia e pela Igreja. Há um padre que sonha em voar e que apadrinha a união de um casal que não tem a bênção da Igreja. Há um ex-militar sem mão que se une a uma rapariga que, quando em jejum, consegue ver o interior das pessoas. Esta rapariga consegue ver por dentro, mas há outros que nem por fora. Aqui há também quem não queira não ver. Há uma cegueira coletiva. Está cá um homem…