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    Uma chávena de cultura e uma lição de história

    And now for something completely different: No início do século XX, pairava na cidade de Lisboa um cheiro a mudança: cisões, dissidências e a génese de novas forças partidárias, maquinações e encontros entre republicanos revolucionários, a ascensão de João Franco (que prometia “governar à inglesa”), os climáticos assassinatos às figuras regentes, e muitas outras premonições. A esfera política sofria de uma instabilidade sem precedentes. A paisagem cultural era abalada por protestos acérrimos ao tradicionalismo artístico. Semeavam-se os ventos de mudança. Havia ainda um outro cheiro que cobria a capital: um olor a grãos moídos oriundos das ex-colónias além-mar. O faro, não só lisboeta, mas também Europeu, esforçava-se, à época, para…