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    Egocentrismo amoroso

    Não quero ter filhos. O próprio conceito de paternidade assusta-me tremendamente: o fardo de ter de moldar o futuro de um recém-nascido, o dispêndio temporal e a subsequente destruição dos meus (ou nossos, dependendo do grau de divórcio) tempos livres e a pressão social intrinsecamente relacionada com os comentariozinhos do tipo “se ele fosse o meu filho, eu…”. Que dor de cabeça! Já tenho doenças mentais que cheguem! A minha ansiedade patológica ia gritar por piedade. Para dizer a verdade, é mais egoísmo do que outra coisa. Adoro estar sozinho. Não no sentido de me sentir só, mas no de ter o meu espaço, o meu silêncio. Todas as relações…