• Literatura

    Fernando Pinto do Amaral “Sem as palavras não sou nada, mas as palavras também dependem de mim.”

    Para Fernando Pinto do Amaral, o romance nunca irá morrer, por muito que haja quem fale nisso. Considera que a medicina e a literatura não são assim tão antagónicas, que a poesia lhe surge sempre inspirada por uma “pulsação de vida”, e que, para se escrever, temos de “sair de nós mesmos”. Fernando Pinto do Amaral é o típico “homem dos sete ofícios”; traduz, ensina, colabora com jornais e revistas, fez crítica literária, é comissário do Plano Nacional de Leitura. E, acima de tudo, escreve. Obsessivamente, até. Como o próprio confessa, é muito de obsessões. Encontrámo-nos na Faculdade de Letras, depois de um congresso sobre Surrealismo em Portugal, no qual…