• Opinião

    A problemática do rabo

    Portugal é a cauda da Europa. Por outras palavras, Portugal é o rabo da Europa. Isto não tem que ser necessariamente mau. Que lance a primeira pedra aquele que não admirou e desejou já um rabo. O problema aqui é que a Europa já não vai para nova e de vez em quando precisa de se sentar porque está cansada. Ora, quando a Europa se senta, nós, magnânimo traseiro, ficamos comprimidos pelo peso do corpo da Europa e o assento escolhido. Ainda assim, não podemos responsabilizar apenas a Europa. Portugal, enquanto rabo, tem que assegurar por si dois aspectos: o primeiro é o da funcionalidade e que eu dispenso pormenorizar…

  • Opinião

    Média, Moda e Mediana

    Eu não percebo nada de moda. Ou melhor: o meu conhecimento da moda é um vácuo. Nada ao pé do que eu sei sobre o assunto ainda é alguma coisa. Eu só tenho três pensamentos no que à moda diz respeito. O primeiro é o de que não devemos fazer combinações com verde e castanho a menos que seja dia da árvore; o segundo é o de que as t-shirts pretas não fazem sentido. O preto atrai o calor, portanto só deveria ser usado em roupa de Inverno. A menos que venha com ar condicionado incorporado; o terceiro é o de que qualquer pessoa pode entender de moda. É precisamente…

  • Opinião

    Amor em Pó

    Sem dúvida alguma que não há nada mais santo do que o amor. Em Fevereiro, o S.Valentim enfeitiça dois indivíduos (discriminemos o poliamor) e em Junho aparece o Santo António e casa-os entre sardinhas e manjericos. Eu não sei quanto a vocês, mas eu acho que isto é andar depressa demais. Só devia haver dia de Santo António pelo menos dois anos depois de cada S.Valentim. Isto assim é uma espécie de speed dating santo. Se era suposto um santo ter o seu dia no dia dos namorados, ajudava que esse não fosse o Valentim. E não proponho como alternativa que se passe a chamar dia de S.Major. Era bom…

  • Opinião

    Fazer Melhor o Bem

    Este texto é uma reflexão. Não o digo com presunção. A lua também reflecte e, embora seja brilhante, não é por isso que achamos que ela é convencida. O Natal é a altura do ano em que, provavelmente, ouvimos a palavra “solidariedade” mais vezes. Eu podia começar já a criticar dizendo que se pode ser solidário todo o ano e não é preciso chegar Dezembro para ajudarmos outras pessoas, mas não é sobre isso que me quero debruçar. A minha reflexão começa um pouco mais atrás: estamos verdadeiramente a ser solidários nas campanhas mais conhecidas de Natal? Comecemos pelo exemplo dos livros, em que metade do valor reverte a favor…