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    Podem os videojogos ser arte?

    É tortuoso definir o segundo substantivo que titula esta crónica. Maior do que a discórdia sobre a origem da ética, e conseguindo até bater a eterna questão acerca da veracidade do cabelo do Donald Trump, é a pergunta sobre a ontologia da arte. O espectro estende-se dos “estritos”, aqueles para quem a arte se restringe à mimese pintada, aos “latos”, os que diluem de tal forma a definição da palavra que esta perde todo e qualquer significado – “arte é levantar-me a meio da noite para beber água”. É óbvio o simbolismo sobre os problemas energéticos que afetam a África subsariana, não acham? Algures no meio encontra-se a razão. Eu…