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    Os deuses ficaram loucos

    Algures no alto mar, uma mãe perdeu-se do seu filho. Pouco depois ele veio dar à costa, sozinho. Encalhado na areia, banhado por uma ponta de mar, o pequeno parecia inerte. O vulto do corpinho despertou a atenção, e depressa se formou uma multidão no local. Uns olharam, outros tocaram, outros tomaram o bebé nos braços. Mas nenhum ajudou o pequeno a segurar o delgado fio de vida que talvez lhe restasse. Aquela mãe tornara-se então uma mãe sem filho. Esta podia ser a história de um naufrágio. Esta podia ser a história de uma mãe vítima da crise síria. Esta podia ser a história de uma mãe qualquer. No…

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    Relatividade…?!

    A minha primeira palavra foi “não”. Não me repreendam desde já, analiticamente falando é a palavra mais valiosa que poderia proferir nessa idade, já que, nesta pequena redoma que é o mundo utópico dos bebés, tudo é dado ou oferecido não havendo sequer necessidade de pedir, apenas selecionar o prazer recebido. E, diretamente relacionado ou não, a verdade é que costumo ver sempre o copo meio vazio. Sou o que corriqueiramente se denomina por pessimista. Acho que a generalidade dos portugueses o é. No entanto, conheço muitas pessoas que desafiam esta regra, olham para o mundo e veem bondade, refletem no seu sorriso a beleza que os rodeia, espalhando inveja…