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    Matas-me o tempo?

    Escrevo-te agora. Se é tarde demais? Sim. Mas o homem pode errar mesmo que tenha sido 10 anos depois do tempo. És e serás o meu primeiro tudo. Agora dormes como nunca o antes fizeste, em paz. Os miúdos estão bem, não te preocupes. As paredes têm-me feito companhia, já conheço cada frecha, cada lacuna do tempo e do espaço. A mão já treme, também ela sabe que eu sem ti nunca encontro o chão, nunca estou seguro. Não posso estar. O Fernando lá me liga (parece que burro velho aprende mesmo novos truques) de mês em mês para combinar uma almoçarada. Parece que sem a mulher ganhou uma nova…