Tempestade Elsa traz o caos: dois mortos, trânsito condicionado, infraestruturas danificadas

Fonte: Miguel Pereira/Global Imagens

A depressão Elsa chegou a Portugal esta quarta-feira e trouxe consigo uma vaga de destruição. A Proteção Civil registou mais de 4200 ocorrências, entre quedas de árvores, desalojamentos, inundações e mortes.

Foram 51 as pessoas desalojadas graças ao temporal, que provocou bastantes quedas de árvores. Uma delas matou um homem que conduzia um camião, no Montijo. No entanto, esta não foi a única vítima: outro homem morreu em sua casa quando esta desabou graças à derrocada de que foi alvo. 

O comandante da proteção civil, Rui Laranjeira, declarou à Lusa que “Em Almada resultaram nove desalojados que foram, entretanto, realojados pelos serviços de ação social da Câmara de Almada, e em Santo Tirso sete pessoas foram deslocadas e estão em casa de familiares acompanhados pelos serviços municipais.”

Vários pontos do país foram afetados pela depressão: milhares de pessoas ficaram sem luz, múltiplos voos foram cancelados e cinco rios transbordaram. Águeda corre risco de inundação: “A situação que mais nos preocupa é Águeda. Os rios têm caudais muito próximos dos verificados nas inundações que atingiram Águeda no ano 2000. É muito provável que seja inundada”, declarou Pedro Nunes, da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC).

O trânsito ficou seriamente condicionado: a circulação de veículos pesados foi proibida nas duas pontes (Vasco da Gama e 25 de Abril) e a Estrada Marginal, que liga Lisboa a Cascais, foi cortada ao trânsito nos dois sentidos devido a um acidente rodoviário, que provocou dois feridos ligeiros.

Para além disto, esta quinta-feira, a Transtejo e a Soflusa suspenderam todas as ligações fluviais no rio Tejo, deixando muitos cidadãos sem conseguir chegar à Margem Sul. Retomarão o transporte quando se verificar uma melhoria das condições atmosféricas que permita retomar as operações com segurança.

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, na margem do Tejo, vai estar fechado nos próximos tempos depois de ter parte da sua entrada danificada pela depressão. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) declarou aviso vermelho para os distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda e Viseu até às 03:00 de sexta-feira, graças aos ventos fortes que se avizinham.  Chaves e Amarante foram bastante afetadas. Porto foi a cidade que registou mais ocorrências.

Fonte: Rui Manuel Farinha/Lusa

O tempo piora na sexta-feira à tarde, com a chegada de outra depressão – Fabien –, que trará ventos e chuva intensa sobretudo no Centro e Alentejo.

Artigo revisto por Carolina Cacito

Artigos recentes

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *