Almada Negreiros – Uma maneira de ser moderno

É ao entrar numa sala escura de ambiente familiar do museu Calouste Gulbenkian que se dá os primeiros passos no conhecimento de um dos maior artistas portugueses do século XX – José de Almada Negreiros.

Como bom modernista, Almada Negreiros percecionava a arte e a sociedade de uma forma diferente da que era comum do início do século XX, debatento e pintando sobre temas que não eram bem vistos à data. Foi um dos impulsionadores do modernismo português tendo tido em mãos projetos como a revista orpheu, a revista quadro azul k4, projetos vanguarditas repudiados pelo povo português mas que foram essenciais para o arranque do modernismo em terra lusitana. Para o desenvolvimento destes projetos contou com a ajuda de outros grandes nomes do modernismo português como: Guilherme Santa-Rita, Amadeo De Souza Cardoso, e como o eterno Fernado Pessoa.

Artista multidisciplinar, dedicou-se às artes plásticas e à escrita, considerando-as uma forma de se expressar, assim como às conferências, que começou a dar como forma de desestimagtizar as suas preferências e a abrir as mentes do povo português. Priviligiava o sentido da visão sobre todos os outros, entendendo como raiz toda a arte e pensamento.

Na produção artística de Almada, o traçado dos rostos e corpos revelou-se também meio de experimentação, para além da representação dos retratados: o desenho dos gestos e movimentos foi pretexto quer para explorar a oscilação, a contorção ou a flexibilidade.

Explorava também a dança, a figurinação, o teatro e o cinema, pois, para Almada Negreiros, a compreensão do Homem em todas as suas formas era essencial para uma vivência saudável e para o total e mais perfeito desenvolvimento artístico. A exposição sublinha a importância que estas mesmas formas de expressão tiveram nas obras de pintura do artista, que se provam sempre sensíveis ao movimento, ao corpo e à sensualidade que lhe é própria.

A exposição, que se encontrará aberta ao público no museu Calouste Gulbenkian até ao dia 5 de junho do presente ano, apresenta um conjunto de obras que reflete a condição complexa, experimental, e provocadora da modernidade. É uma exposição que desafia o provável e que inspira aqueles que querem quebrar barreiras.

A exposição, que se encontrará aberta ao público no museu Calouste Gulbenkian até ao dia 5 de junho do presente ano, apresenta um conjunto de obras que reflete a condição complexa, experimental, e provocadora da modernidade. É uma exposição que desafia o provável e que inspira aqueles que querem quebrar barreiras.

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