7ª Arte

Árvore da Vida, uma Ode Cinematográfica

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Tony Safford, responsável pela Fox Searchlight, a divisão da 20th Century Fox para o Cinema Independente, apresentou no Espaço Nimas o filme escolhido por si para esta edição do Lisbon & Estoril MEO Film Festival: “A Árvore da Vida”, de Terrence Malick.

“A Árvore da Vida” estreou a 16 de Maio de 2011 no Festival de Cannes, onde venceu a Palma de Ouro. A fita acompanha o crescimento do filho mais velho de uma família típica americana – Jack -, da inocência da infância até à desilusão da vida adulta, na tentativa de se conciliar na relação complicada com o seu pai (Brad Pitt). Jack vê-se como uma alma perdida no mundo moderno, procurando respostas para as origens e sentido da vida, enquanto questiona a existência da fé. Através da imagem de marca deste realizador, vemos o quanto tanto a natureza em bruto, como a graça espiritual dão forma não só às nossas vidas como seres individuais e como famílias, mas a toda a vida.

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Este filme, nomeado para três Óscares em 2012, incluindo o de Melhor Filme, tem um ponto de vista muito particular, apostando fortemente na imagem e diminuindo os diálogos. Possuindo uma magnificência e uma riqueza visual inigualável, “A Árvore da Vida” oferece ao espectador um deslumbramento por cada cena observada. Em mais de duas horas de duração, observamos uma viagem desde a origem do universo até aos anos 50 do século XX, passando pela criação do universo, do planeta Terra, pelo aparecimento e evolução da vida, passando ainda pelos dinossauros. Contudo, o filme é muito mais do que isto.

Sem uma narrativa convencional, passando desde a história de uma particular família até à criação do Universo, Malick realiza uma obra de uma riqueza visual incontestável.

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A juntar a toda a componente visual, a banda sonora não lhe fica atrás. Composta por Alexandre Desplat, a componente sonora funde-se de tal forma com a imagem, que, juntas, criam uma sequência indescritível ao longo de todo o filme.  Ao nível da música, uma forte aposta neste filme é a utilização de música clássica, que, a par com o que Kubrick fazia, concede uma imponência à fita.

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O elenco, composto por Brad Pitt, Sean Penn e Jessica Chastain, também é de destacar neste misto de componentes que resultam numa imponente obra da sétima arte. Brad Pitt mostra, mais uma vez, ser um excelente actor, capaz de interpretar papéis bastante dramáticos e complexos. Sean Penn infelizmente aparece pouco, mas quando surge no ecrã a sua presença é sentida com grande emoção. No que diz respeito a Jessica Chastain, que começa a ser requisitada pelos grandes estúdios de Hollywood de índole mais comercial desde que apareceu neste filme, é claramente uma das personagens mais emblemáticas e essenciais do filme, tal como os jovens actores.

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Neste sentido, “A Árvore da Vida” é uma obra em que se percebe que houve um tratamento profundo da imagem, onde o melhor é a fotografia. Desde movimentos de câmara e planos soberbos a uma edição de som exímia, este filme não irá agradar a todo o público, pois oferece uma viagem única e pessoal a cada espectador.

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