• 7ª Arte

    Florida Project (2017)

    Depois de se ter dado a conhecer ao grande público por ter filmado um filme inteiro apenas com telemóveis (Tangerine, de 2015), o realizador Sean Baker volta a mostrar a sua capacidade de fazer muito com pouco no filme sobre o qual escrevo este mês, Florida Project. Desta vez Sean Baker adotou uma abordagem mais tradicional a nível de cinematografia, optando por utilizar câmaras mais “condizentes” com o que é habitual em Hollywood. O que continua a ser visível é a marca de algum amadorismo e marginalidade em relação aos filmes de elevado orçamento que têm marcado panorama cinematográfico, e aí está algo que apenas se pode louvar, pois esse…

  • 7ª Arte

    The Disaster Artist (2017)

    Como contar a história de como foi feito aquele que é para muitos o pior filme de sempre? Foi a esta pergunta que James Franco decidiu tentar responder com o filme The Disaster Artist. James Franco veste a pele de realizador, protagonista e produtor para nos mostrar o percurso de Tommy Wiseau desde que conheceu Greg Sestero até que realizou o sonho de fazer o seu próprio filme, The Room. O filme começa em São Francisco, em 1998, ano no qual Tommy Wiseau (interpretado por James Franco) começa a desenvolver uma estranha amizade com Greg Sestero (protagonizado por outro membro do clã Franco, Dave Franco). Os dois amigos conhecem-se numa…

  • 7ª Arte

    The Hills Have Eyes (1977)

    O filme sobre o qual decidi escrever este mês é a prova de que mesmo com pouco orçamento se conseguem fazer grandes filmes de terror, daqueles que agarram o espetador ao ecrã do início ao fim, que o fazem questionar-se sobre tudo o que lhe é apresentado, que o levam a gritar de medo e a torcer para que os seus personagens favoritos sobrevivam até ao fim do filme. E tudo isto sem ter de recorrer a excessos de efeitos visuais ou a cenas excessivamente explícitas. Assim, The Hills Have Eyes (ou As Colinas têm Olhos, em português) é o segundo filme do famoso realizador e mestre do horror, Wes…

  • 7ª Arte

    Rosemary’s Baby (A Semente do Diabo)

    A gravidez é muitas vezes descrita como um momento de enorme alegria e expetativa só igualada com o momento do nascimento. Mas agora imagine que essa gravidez é assombrada por vizinhos cuscos, metediços e suspeitas de bruxaria? Será que a alegria continuava a ser a mesma? Provavelmente não, e é exatamente essa situação que o filme de que falo este mês nos apresenta. Lançado em 1968, este filme de Roman Polanski é baseado no best-seller de 1967 do autor Ira Levin e relata-nos a história de um jovem casal que se muda para um apartamento com um histórico de proprietários bastante particular (vários dos anteriores donos da casa haviam morrido…

  • 7ª Arte

    Saturday Night Fever (1977): quando a febre atingiu as salas de cinema

    Quem não conhece a famosa cena em que John Travolta desce uma rua de Brooklyn com uma lata de tinta na mão ao som de Stayin Alive dos Bee Gees? Esta cena, que é uma das mais replicadas no mundo da sétima arte, é, ainda hoje, a imagem de marca de um filme que marcou o final da década de 70 do século passado. Lançado em 1977, Saturday Night Fever foi, ao mesmo tempo, o pináculo do género musical disco sound e o seu canto do cisne. O filme ajudou ainda a lançar John Travolta para a ribalta (ao sucesso obtido com este filme seguiu-se Grease) e para eternizar a…

  • Made In ESCS

    10 razões para estudar na biblioteca da ESCS

    1. Silêncio: quantas vezes deste por ti a tentar estudar nas mesas do -1 ou no refeitório e pensaste: “quem me dera ter um sítio onde conseguisse ler a sebenta de Comunicação e Linguagem sem ter de ouvir gritos, risadas ou música!”? Pois bem, eu tenho a solução. Na biblioteca da ESCS, podes estudar à vontade que não vais ouvir barulho! A sério, é tão isolada acusticamente que nem parece que estás no mesmo edifício onde a nossa querida ESCSTUNIS ensaia todas as semanas. 2. Livros: outra das razões pelas quais deves recorrer à Biblioteca da ESCS quando te surge aquela súbita (e por vezes rara) vontade de estudar é…

  • Made In ESCS

    Do mundo para a ESCS: Sandra Reboreda

    Em Lisboa, desde setembro do ano passado, Sandra Reboreda saiu de Mondariz, a cidade espanhola onde nasceu, e rumou à capital portuguesa. Para trás ficou a Universidade de Santiago de Compostela. Numa pequena entrevista revelou-nos um pouco da sua jornada na ESCS, da estada em Lisboa e não deixou de dar alguns conselhos aos futuros candidatos a Erasmus! Por que razão escolheste a ESCS? Na verdade, não foi bem escolher a ESCS. Primeiro escolhi o país, depois a cidade e finalmente a ESCS porque era a única instituição que tinha acordo com a minha universidade. Escolher Portugal foi fácil porque gosto do país desde pequena e tem a vantagem de…

  • 7ª Arte

    Dog Day Afternoon (Um Dia de Cão) (1975)

    Este mês continuo a abordar a carreira de Al Pacino e para tal escolhi um dos filmes que o ajudaram a cimentar a sua posição em Hollywood: Dog Day Afternoon ou Um Dia de Cão na versão portuguesa. Este filme é a prova cinematográfica de que, tal como a Lei de Murphy prevê, “qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível e da pior forma possível “, sendo que a obra de Sidney Lumet facilmente se estabeleceu como um dos filmes de culto da década de setenta do século passado. O filme baseia-se em factos verídicos e usa como ponto de partida o artigo “The Boys…

  • 7ª Arte

    Serpico (1974): o preço dos valores

    Na nossa sociedade quando nos deparamos com um crime ou uma violação à lei apresentamos queixa à polícia. É esta a noção que nos é incutida desde cedo e vai ao encontro da máxima que rege as unidades de polícia um pouco por todo o mundo: proteger e servir. Mas o que fazer quando é a própria polícia – aqueles que era suposto serem incorruptíveis – que pratica de forma repetida atos ilícitos? É esta dúvida que o filme acerca do qual escrevo este mês levanta. Realizado por Sidney Lumet e contando com Al Pacino como protagonista, Serpico conta-nos a história verídica de um agente da polícia de Nova Iorque…

  • 7ª Arte

    Dois Homens e um Destino (1969)

    O filme acerca do qual decidi escrever este mês surge nas minhas memórias de uma forma algo curiosa. Ao contrário do que é habitual, conheci este filme muitos anos antes de ter oportunidade de o ver (algo que, honestamente, só consegui fazer no mês passado) e depressa criei uma enorme expectativa à volta da ideia de o poder visionar. E porquê? Porque desde a primeira vez que ouvi a música que o eternizou (Raindrops Keep Falling on My Head, de B. J. Thomas) numa simples frutaria na Avenida de Roma, num feriado chuvoso e nada convidativo, que nunca mais a consegui tirar da cabeça. Assim sendo, mal pude ver o…