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Bruno de Carvalho e Líder da Juventude Leonina detidos

Em causa estão as suspeitas de terrorismo e autoria moral do ataque à academia de Alcochete. A sede da Juve Leo, no estádio de Alvalade, e o apartamento de Bruno de Carvalho, no Lumiar, foram alvo de buscas.O advogado do antigo presidente do Sporting indica que a detenção foi um ataque vexatório e humilhante.

 

Bruno de Carvalho (BDC), antigo presidente do Sporting, e Nuno Mendes, mais conhecido por Mustafá, líder da claque Juventude Leonina, foram detidos pela GNR no âmbito da investigação à invasão da Academia de Alcochete, por um grupo de adeptos do Sporting, a 15 de maio deste ano. O ex-presidente está indiciado pela autoria moral do ataque à academia do Sporting.

Os mais recentes arguidos do caso do ataque a Alcochete serão presentes ao juiz de instrução do Tribunal do Barreiro, Carlos Delca, de forma a posteriormente conhecerem as medidas de coação. A procuradoria geral da república (PGR), em comunicado, pediu a prisão preventiva por risco de fuga, de recordar que o anterior presidente do Sporting possui dupla nacionalidade (portuguesa e moçambicana), e por perigo de obstrução à investigação que decorre. No caso de “Mustafá” está também em causa a suspeita de tráfico de Droga. No decorrer das buscas na sede da Juve Leo, no estádio de Alvalade, foram encontrados 20 gramas de cocaína e uma quantidade indeterminada de haxixe.

Além da acusação de terrorismo, Bruno de Carvalho e Nuno Mendes são suspeitos de fogo posto, utilização de arma proibida e intrusão em local vedado ao público. Em declarações aos jornalistas, José Preto, advogado do antigo presidente do Sporting, criticou a atuação das autoridades: “Há duas semanas eu acompanhei o dr. Bruno de Carvalho ao DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal). Visámos evitar com isto o degradante espetáculo público da caça e da exibição da presa. Disseram que quando fosse necessário, notificariam. O que esta detenção demonstra é que o objetivo era a humilhação, o caráter vexatório da diligência, em suma, o tratamento degradante. O corpo policial que deve intervir não é a GNR, mas foi a GNR que apareceu em casa de Bruno de Carvalho”, indicou.

O ministério público prepara a conclusão da acusação, agora que se estão a cumprir 6 meses do ataque à academia de Alcochete. O pr ocesso tem, neste momento, 40 arguidos.  Em causa estão, entre outros, os crimes de Terrorismo, ofensa à integridade física e entrada em local vedado.

Artigo corrigido por: Ângela Cardoso

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Olá, sou o Luís, tenho 27 anos e nasci em Cascais. Vivo desde, quase sempre, em Sintra e sinto-me um Sintrense de gema.  Adoro cinema - bem, adorar não é a palavra adequada, venerar parece-me um adjetivo mais justo -  e sou também obcecado por política e relações internacionais. Gosto também muito de desporto.

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