Caminhando para o “abismo”


Uma sociedade civilizada onde todos temos os mesmos direitos e os mesmos deveres, onde uma pessoa de etnia africana consegue sentar-se ao lado de um americano sem que este se sinta afrontado devido a questões raciais, onde um heterossexual consegue conversar com um homossexual sem que este tenha medo de afirmar “eu gosto de homens”, onde um islâmico abraça um muçulmano sem religiões à mistura a destabilizar a amizade que os mesmos poderiam ter.

Todo um conjunto de situações que, apesar de serem um mote para alcançarmos algo memorável na nossa sociedade, apenas representam um mundo utópico muito acima dos “calcanhares” da realidade que vivemos. Acontece que dia após dia o dom de dar “tiros” certeiros em direitos humanos tornou-se no maior erro da nossa sociedade.

Por exemplo, os Estados Unidos da América lutam pelos direitos humanos, tendo aceite não só os direitos dos homossexuais como também os seus casamentos mas, devido à supremacia “branqueadora” existente nos EUA, elegeram um presidente que, apesar de ser contra a discriminação dos LGBT, não aceita de modo algum o casamento dos mesmos.

Outro exemplo reside nos luxuosos aposentos dos bispos e sacerdotes, mais propriamente no Vaticano, quando estes criticaram o Papa Francisco por defender algumas ideias diferentes das tradicionais, como, e uma das mais recentes, o facto de afirmar que a teoria do “Big Bang” é a verdadeira razão para o surgimento da galáxia e dos planetas adjacentes à mesma.

Tudo isto só mostra que vivemos numa sociedade “recuada” a nível social, económico, religioso e até político, segregada por ideais tradicionais e extremistas que em nada se enquadram nos valores que pretendemos alcançar nem mesmo nos valores pelos quais nos regemos todos os dias. Só se nos colocarmos no tempo da Pré-História é que conseguimos assistir a uma sociedade sem racismo, sem julgamentos, sem guerras, onde a união pela “sobrevivência” subsistiu durante séculos e séculos.

Podemos até desculpar as nossas atitudes com base no desenvolvimento da linguagem mas isso seria apenas afirmar que nós Homens somos menos racionais por pensarmos e por falarmos, ao contrário dos animais ou dos tais pré-históricos que vivem pela sobrevivência coletiva.

Posto isto, o que é que nós pretendemos alcançar na sociedade atual? A morte intelectual ou a vida moral?

 

 

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