Desenhador de Palavras: Eça de Queirós

José Maria de Eça de Queirós nasceu a 25 de novembro de 1845, na Póvoa do Varzim, numa casa no centro da cidade. O seu pai era José Maria Teixeira de Queirós, do Rio de Janeiro, e a sua mãe era Carolina Augusta Pereira d’Eça, de Monção. Os seus pais tinham mais seis filhos e só se casaram depois de Eça ter nascido, o que se pensa ter acontecido pelo facto de a mãe de Carolina não aprovar o casamento.

Em criança, por ter tido episódios românticos com a sua prima, foi entregue a uma ama, com quem ficou até passar para casa da sua avó paterna, em Aveiro. Depois foi internado num colégio no Porto, até aos 16 anos.

Eça tirou o curso de Direito na Universidade de Coimbra, onde ficou amigo de Antero Quental. A revista “Gazeta de Portugal” publicou os seus primeiros trabalhos, mais tarde reunidos no livro “Prosas Bárbaras”.

O escritor terminou o curso em 1866 e foi para Lisboa exercer advocacia e jornalismo. Foi director d’”O Distrito de Évora” e colaborou em publicações periódicas, acabando por fundar “A Revista de Portugal” uns anos mais tarde.

De 23 de outubro de 1869 a 3 de janeiro de 1870, Eça fez uma viagem ao Oriente, assistindo à inauguração do Canal do Suez no Egipto. Esta viagem inspirou o “O Mistério na Estrada de Sintra” e “A Relíquia”.

Em 1870, o autor foi nomeado administrador do concelho de Leiria, cidade onde escreveu “O Crime do Padre Amaro”.

Em 1873 foi nomeado cônsul de Portugal em Havana, exercendo o mesmo cargo em Inglaterra de 1874 a 1878, altura em que escreveu “A Capital”; em 1888 foi nomeado cônsul em Paris.

Eça de Queirós casou aos 40 anos, com Emília de Castro, e teve quatro filhos: Alberto, António, José Maria e Maria. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Neuille-sur-Seine, perto de Paris, e para sempre ficou conhecido com um dos grandes autores portugueses.

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