Literatura

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor: «Saber ler implica saber ler bem»

Hoje, 23 de abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, instituído pela UNESCO, em 1995. Já naquele momento, o principal objetivo era fomentar o gosto pela leitura e torná-la numa rotina em todos nós. Atualmente, com o grande foco nas redes sociais, este objetivo é ainda mais reforçado. 

Este dia é celebrado em todo o mundo e com diferentes tradições. No entanto, fica sempre a dúvida do porquê de ter sido escolhido o dia 23 de abril para celebrar o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. Ninguém sabe a verdadeira explicação, mas o tão aclamado escritor Shakespeare nasceu e morreu neste mesmo dia, bem como Miguel de Cervantes e tantos outros. Parece-me uma boa homenagem a tantos escritores mundialmente reconhecidos. 

«Saber ler implica, atualmente, saber ler bem, com fluência, em todos os suportes e formatos». Quem o afirma é a Comissão do Plano Nacional de Leitura (PNL). Apesar de o país se encontrar mais evoluído, em 2011, nos últimos censos, a taxa de analfabetismo ainda era de 5,2%, de acordo com os dados da PORDATA. 10 anos mais tarde, iremos descobrir se esta percentagem diminuiu, através dos censos deste ano. No entanto, para combater esta variável, é preciso educar as pessoas, desde pequenas, a aumentarem os seus hábitos de leitura e de escrita. 

É com este objetivo de aumentar o gosto pela leitura, bem como o acesso à mesma que o atual PNL, que se encontra em vigor até 2027, pretende «um futuro onde todos os portugueses possuam os hábitos de leitura e as competências de literacia indispensáveis à sua vida pessoal, escolar, profissional e ao progresso económico, social e cultural do país», tal como se enumera no Quadro Estratégico do PNL 2027.

Devo ainda sublinhar que neste dia não se celebra apenas o Dia Mundial do Livro. Os direitos de autor merecem, de facto, ser relembrados. Num contexto em que todas as palavras estão na boca do mundo, em que na Internet circulam frases que podem ser ou não de escritores, é preciso ter cuidado com os direitos de autor. Atribuir os direitos de escrita a quem escreveu é essencial para respeitar o autor. 

Algumas livrarias apostam, neste dia, no lançamento de campanhas e iniciativas de incentivo à leitura. Devido ao atual contexto pandémico, as habituais atividades são realizadas via online

Para assinalar este dia, a WOOK, livraria online, está a oferecer 20% de desconto em todos os livros do Plano Nacional de Leitura. Já a Bertrand alargou o seu horizonte: com o mote “Ler é essencial”, traz 50% de desconto em vários livros, durante todo o mês. 

No entanto, deixo o seguinte apelo: comprem local! Muitas livrarias mais pequenas e locais tiveram de fechar portas durante estes confinamentos. Muitas delas não voltaram mesmo a abrir. Enquanto comunidade, temos o dever de contribuir para que esta situação não seja frequente. 

Para assinalar o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, o PNL organizou o “ManiFESTA-te pela LEITURA”. Na impossibilidade de realizar a manifestação presencial, como em 2019, a PNL2027 disponibiliza, nas suas redes sociais, materiais personalizados e partilháveis, para promover a expressão individual e coletiva pelo gosto de ler. 

A PNL, este ano, não cruzou os braços. O online tornou-se na voz da razão e não foi isso que parou este movimento. As I Jornadas Internacionais em Educação Literária decorrem na tarde de dia 22 e durante todo o dia de 23 de abril, em formato virtual. Estas jornadas reúnem um painel alargado de especialistas internacionais dos domínios da leitura, da educação literária e literatura infantil. A educação literária e a Sociedade Civil, Livros e Percursos Interpretativos: Criatividade e Ludicidade e Aproximações do Livro ao Leitor são alguns dos temas em destaque para estas Jornadas. 

O Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor não deve ser esquecido nem descurado. A leitura, a língua portuguesa e a escrita são bens imateriais essenciais para a educação de uma sociedade. Celebremos este dia para que a cultura, a língua e a leitura não desapareçam. 

Fonte da Imagem de Capa: Canva

Artigo revisto por Beatriz Campos

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22 anos de vida e nos últimos 9 não se via a fazer nada mais do que jornalismo. Atualmente, a sua grande paixão é a revisão de texto e o seu cantinho Meia Dúzia de Erros. Lisboeta de nascença, mas o seu coração mora onde há mar. Sempre com um olho à procura de novos desafios. E o outro mantém-se no presente, sempre a fazer o melhor possível.

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