Desporto

Do Apito Dourado ao Bilhete Dourado

A operação sobre a qual me vou debruçar é de extrema complexidade, não sendo conhecidos os detalhes a 100%, sendo a informação que vou facultar a que se encontra nos canais de notícias.

Dito isto, comecemos pelo início. No dia 13 de novembro realizou-se a Assembleia Geral extraordinária do FC Porto, com o objetivo de haver a aprovação dos novos estatutos. No entanto, o que se esperava ser uma Assembleia calma, foi marcada totalmente pelo oposto: longas filas, enorme falta de organização e cenas de violência. Estes constrangimentos resultaram do envolvimento entre o líder dos Super Dragões, Fernando Madureira ou “Macaco”, como é conhecido no mundo do futebol, e vendas de bilhetes para a Assembleia para membros da claque não sócios do clube. Esta venda de bilhetes a pessoas que não poderiam estar presentes, tinha como principal objetivo a tentativa de fortalecer a liderança de Pinto da Costa.

Fonte: Jornal de Notícias

O que surgiu deste envolvimento dos Super Dragões foram insultos a apoiantes de Villas-Boas e a cenas de violência, tendo a reunião terminado depois de um adepto ter sido agredido após ter expressado o seu descontentamento com a direção de Jorge Nuno Pinto da Costa.

Como resultado deste cenário, surge a Operação Bilhete Dourado. A investigação estava agora encarregue de perceber a venda dos bilhetes aos não sócios, acabando posteriormente por levar a PSP a investigar também o tráfico de bilhetes envolvendo funcionários do clube, membros da claque e o administrador Adelino Caldeira. Em causa estava a venda e distribuição de bilhetes falsos que seriam depois revendidos no mercado negro e ainda a venda ilícita. A operação resultou na constituição de 13 arguidos, entre eles Fernando Madureira, a sua mulher, dois funcionários do FC Porto, Vítor Catão e Fernando Saúl (speaker do Estádio do Dragão) e na apreensão de 3.000 ingressos e 44.400 euros, além de documentos, material informático e pirotécnico.

Fonte: O Jogo

 Na sequência da Operação Bilhete Dourado surge a Operação Pretoriano. Esta manteve todos os arguidos e avançou com buscas às lojas do Porto, entre elas uma empresa associada ao clube a “Porto Comercial”, uma das responsáveis pela venda de ingressos, merchandising e sponsoring. A esta foi dada toda a exploração dos vários tipos de suportes de comunicação e de gestão das lojas do clube em centros comerciais. O problema surge quando a empresa apresenta em poucos anos um elevado peso financeiro nas atividades económicas do clube. Recentemente, a polícia descobriu que este peso financeiro resulta da existência de membros da direção do FC Porto na direção da companhia, havendo assim dinheiro do clube a ser injetado na empresa e vice-versa. Após esta descoberta, alguns arguidos foram acusados de corrupção.

Além deste crime, os 13 arguidos foram acusados de crimes de ofensa à integridade física no âmbito da Assembleia Geral, coação, instigação pública ao crime de arremesso de objetos, venda ilícita, entre outros. Fernando Madureira foi condenado a sete meses de prisão com pena suspensa, estando ainda impossibilitado de entrar em recintos desportivos e impedido de contactar a mulher ou outros membros da ex-direcção do clube e membros dos Super Dragões.

É de referir que a investigação ainda está a decorrer e que a PSP está a investigar as ligações e negócios feitos entre os Super Dragões e a presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa.

Fonte da capa: RTP

Artigo revisto por Beatriz Morgado

AUTORIA

Desde a infância sempre se mostrou apaixonado pelo desporto, com especial enfoque no futebol. Ingressou aos 10 anos na “Escolinha de Futebol do Agrupamento de Escolas D. Filipa de Lencastre” e rapidamente percebeu que a sua vocação residia em “estar entre os postes”; mas porque a vida nos prega partidas teve várias lesões que o impediram de passar a jogador federado após os 16 anos.
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O gosto pela comunicação, pelas pessoas e pelo mundo empresarial, fizeram com que a ESCS fosse desde a primeira hora a sua escolha de eleição.