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Foram todos ESCSitos


A noite mais ESCSita do ano tomou mais uma vez de assalto o campus do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL) em Benfica. Música, cerveja, animação e um estranho coelho rosa marcaram a décima segunda edição do serão mais longo da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS).

A meio da madrugada, entre luzes perfurando retinas, visões embaçadas pelo fumo, gritos estridentes, movimentos comprometedores e boa música, as sensações no centro do XII Arraial ESCSito era muitas. Um estado caótico e frenético que enche os corpos de cerveja, as caras de sorrisos e as memórias… As memórias, a chegarem ao dia seguinte, hão-de ser, por certo, boas. Muito boas (ou, no mínimo, esquisitas).

«É uma oportunidade para pôr em prática as valências dos cursos», diz Pedro Henriques, presidente da associação de estudantes da ESCS. «Por isso convidamos os núcleos, para que possam treinar». «No fim, saímos daqui a comunicar melhor», acrescenta. Outro dos fundamentos do arraial é mesmo a «comunicação entre o público e as marcas», lê-se na página oficial no Facebook. Afinal, mesmo em noite de festa, esta é a escola de comunicação.

Para Jorge Veríssimo, presidente da ESCS, que fez questão de marcar presença no evento, o Arraial é sobretudo «uma oportunidade de convívio». O evento é, na opinião do presidente, algo vantajoso. Contudo, recomenda, em entrevista à ESCS MAGAZINE, que não se cometam excessos: «estamos em casa emprestada», disse.

À porta do Arraial, na Escola Superior de Música, para os caloiros, as expectativas eram elevadas. Esperava-se de tudo (sobretudo coelhos): boa música, bons momentos, boa comida e boas recordações, diziam alguns. Outros, mais ousados, esperavam outras coisas. Marta esperava por «sexo»; Diogo, por um guaxinim – «um guaxinim de biquíni», completa uma amiga que o acompanhava. «Devia ter medo?», pergunta ainda uma caloira que não sabe bem por que esperar. Para quem este já não é o primeiro arraial, porém, as expectativas são outras: «espero que nenhuma das minhas amigas perca a dignidade», diz Inês, do segundo ano de Jornalismo.

Já lá dentro, o ambiente era alegre, eufórico, de êxtase – consoante os momentos. Medo não se avistava. A noite começou faltavam 15 minutos para as onze, com a escstunis, que repete a dose e mais uma vez marca presença no Arraial ESCSito. Logo de seguida, os 26-05, que tinham «grandes expectativas». A estes seguiram-se King Kong, GROGnation e Von Di Carlo para fechar a noite.

O anfiteatro ao ar livre da Escola Superior de Música mostra-se como o cenário ideal para estes eventos. Já no passado dia 29 de Setembro, o FAIPL organizara neste mesmo local uma festa de recepção aos novos alunos do instituto. Com arquitectura moderna e boa acústica, este espaço permite grandes concertos com um bom ambiente. E, caso os excessos ousassem estragar a noite, uma equipa de seguranças estava sempre pronta, assim como a equipa de paramédicos. Luís Correia, responsável máximo desta última, revelou-nos desde logo o segredo para curar eventuais desregramentos académicos: «paciência. A nossa paciência». «Há muita coisa envolvida», continua Pedro Henriques. «E apesar de alguns problemas – normais neste tipo de coisas – o balanço é para já positivo».

A opinião geral de quem lá estava ia no mesmo sentido: «está excelente!», diz um grupo de jovens que dança ao som dos 26-05, do escsiano Paulo Cruz. E as caras de toda a gente confirmam-no. Depois do concerto, também a banda no-lo diz: «foi fantástico». Deram tudo e tudo receberam de volta, dizem. A coisa mais esquisita que lhes podia ter acontecido, nas suas palavras, era «o som ir abaixo e o pessoal não gostar». Não aconteceu.

King Kong incendiou o ambiente com a primeira rodada de electrónica. Por esta altura o recinto já estava cheio, as luzes frenéticas assim como a multidão que se movia alegre: «aproveitem porque os anos académicos são os melhores», aconselha uma profissional da televisão que quer ser uma «futura colega» de muitos dos que estão presentes.

O mercado profissional na área não está fácil, mas não é isso que importa. GROGnation, que contam também com um escsiano que diz preferir actuar para gente que não o conhece, estão agora em palco a dar tudo o que têm e o que não têm. Quem os ouve faz o mesmo. A DJ lisboeta Von Di Carlo fechou a noite em grande. Preparou algumas misturas com Nick Jonas e até Miley Cyrus, que espera que «agradem ao público». A energia era contagiante.

No fim, para além de garrafas vazias, copos entornados e corpos cansados, sobra ainda uma ideia – e um coelho rosa: foi esquisito. ESCSito.

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