7ª Arte

O Hobbit: a Batalha dos Cinco Exércitos

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A viagem pela Terra Média começou em “Senhor dos Anéis” e termina agora com o terceiro e último capítulo d’ “O Hobbit”. As expectativas (pelo menos as minhas) estavam elevadas quando entrei na sala de cinema e embora não tenha saído desiludida, “O Hobbit” viverá sempre na sombra do épico “Senhor dos Anéis”.

O filme começa com o ataque de Smaug à Cidade do Lago a um ritmo frenético: prova disso é a sua rápida conclusão. Enquanto todos os habitantes fogem da cidade, Bard (que nos fora apresentado no segundo capítulo desta saga) enfrenta o temido dragão, conquistando-o. Tudo isto nos primeiros 10 minutos do filme.

Peter Jackson (o realizador, para os que não sabem) revela uma tendência de centrar todo o filme naquilo que o título nos promete: a batalha dos 5 exércitos. Cenas como a luta de Elrond e Saruman contra os Nazgul e a ameaça iminente de Sauron passam rapidamente para que a grande batalha tenha espaço.

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A destacar, antes de referir a batalha em si, que Armitage como Thorin tem um desempenho brilhante. A sua personagem tem de facto a mais interessante história do filme: o rei que se deixa dominar pela “doença do dragão” (basicamente torna-se muito possessivo em relação ao ouro que se encontra em Erebor, que conquistou no segundo filme) e que se barrica dentro de, lá está, Erebor de maneira a proteger toda a sua riqueza chegando mesmo a evitar entrar na batalha. Mais tarde, depois de um episódio alucinatório numa sala cujo chão é feito de ouro, Thorin volta a si e redime-se em batalha.

Quanto à batalha em si: começa por ser um conflito entre, de um lado, os anões e do outro humanos e elfos causado pela ganancia de Thorin, mas quando surge uma maior ameaça, nomeadamente os orcs, estes unem-se contra eles. Seguem-se cenas fantásticas e um desfecho bastante surpreendente onde sim os bons ganham mas mais não digo!

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E o Hobbit? Perguntam vós. Onde está Bilbo? Bilbo continua o mesmo Hobbit simples e cheio de boas intenções. Martin Freeman tem uma performance competente que mostra o quão familiarizado está com a sua personagem. A cena final mostra-nos Bilbo a regressar a casa (e encontrar uma situação caricata) e remete-nos ao primeiro do “Senhor dos Anéis” mostrando esta personagem mais velha, uns anos mais tarde, no dia em que completa 111 anos de idade e recebe a visita de um velho amigo (Gandalf, claro).

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Como nota final gostaria de vos deixar com isto: pode parecer um filme de ação mas vai para além disso! É uma montanha-russa de emoções em que os valores são importantes (coisa que hoje em dia não se verifica). Apesar de “descansar” na sombra d’ “Senhor dos Anéis”, esta nova trilogia com este seu desfecho é uma despedida digna à Terra Média que vai deixar saudades e já deixou a sua marca no mundo do cinema.

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