7ª Arte,  Secções

Sessão Especial: Jake Gyllenhaal

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Jacob Benjamin Gyllenhaal celebra o seu 36º. aniversário a dia 19 deste mês, por isso, parece-nos adequado prestar-lhe homenagem ao fazer uma coletânea de alguns dos melhores filmes no seu vasto currículo.

Gyllenhaal esteve sempre ligado ao mundo do cinema: o seu pai, Stephen Gyllenhaal, é realizador enquanto a sua mãe, Naomi Foner, é guionista. A sua estreia no grande ecrã foi em 1991 e desde então tornou-se numa das caras conhecidas de Hollywood. Ano após ano continua a desdobrar-se em personagens cada vez mais complexas e fascinantes, recolhendo o apreço dos críticos pelo caminho. Podem vê-lo nas salas de cinema em Nocturnal Animals ou, alternativamente, podem aceitar as sugestões da secção de 7ª Arte da vossa ESCS MAGAZINE.

Cláudia Castro

Prince of Persia: The Sands of Time (2010)

Inspirado numa vasta franquia de jogos de ação e aventura, Prince of Persia: Sands of Time faz justiça aos seus antecessores invocando o espírito sedento de adrenalina em todos nós e oferecendo um belo argumento, repleto de riqueza cómica. O filme retrata a história de Dastan (Jake Gyllenhaal), um plebeu coroado príncipe por escolha do rei Sharaman (Ronald Pickup). A história é típica: família feliz, amor à pátria, banquetes e celebrações. Tudo muda quando o rei é envenenado e Dastan é acusado do crime. Destinado a provar a sua inocência, ele junta-se à misteriosa princesa Tamina (Gemma Arterton), e é através desta que descobre o forte poder da adaga que tinha recentemente adquirido: voltar atrás no tempo e desse modo reajustar uma panóplia de decisões. Esta relíquia será a chave para descodificar o enigma da morte de seu pai, podendo, no entanto, representar uma ameaça se cair nas mãos erradas: um poder imenso rapidamente se poderá tornar nefasto.

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Guilherme Freitas

Donnie Darko (2001)

Uma das primeiras grandes aparições de Jake Gyllenhaal no grande ecrã deu-se no início do século em Donnie Darko. Este filme rapidamente ganhou o estatuto de culto devido à sua premissa invulgar que originou uma história ambígua e altamente obscura, cujo significado tem sido até aos dias de hoje muito debatido. Contudo, a forma como é escrita permite o envolvimento da audiência até ao fim, sempre com o intuito de encontrar explicações plausíveis que respondam às dúvidas que são introduzidas pelos misteriosos acontecimentos que vão pautando a narrativa. Ainda que tenha contado com um grande elenco, Gyllenhaal agigantou-se no desafio de protagonizar o problemático rapaz Donnie Darko (surpresa, é ele quem dá nome a este filme!), sendo que o brilhantismo associado a esta produção se deve em grande parte à sua performance. É seguro afirmar que desde cedo se percebeu que estávamos perante uma pequena estrela.

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João Tomé

Jarhead(2005)

De todos os filmes de Jake Gyllenhaal acerca dos quais podia escrever, a escolha não podia ser outra que não o Jarhead. Este foi um dos primeiros filmes que vi deste famoso ator e também um dos que mais me marcaram. A história baseia-se na obra de Anthony Swofford, que é protagonizado por Jake Gyllenhaal, e relata a história do jovem recruta desde a difícil recruta até à entrada em ação na Guerra do Golfo e nas famosas operações Desert Shield e Desert Storm. Ao longo do filme podemos ver como Anthony Swofford e os seus companheiros (protagonizados por Jamie Foxx, Peter Sarsgaard, Chris Cooper, entre outros) vão enfrentando as vicissitudes, as adversidades e os traumas causados pela violência da guerra.

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Lyubov Pataliy

Love And Other Drugs (2010)

Sinto que devo começar por dizer que sou uma romântica incurável. Posto isto, este ator desempenha um excelente papel principal na comédia romântico-dramática Love and Other Drugs. Jake faz par romântico com Anne Hathaway, uma atriz que também desempenhou o seu papel de forma excecional, e ambos desenvolvem uma relação bastante conturbada e cheia de desafios, porém inspiradora. Apesar de não ter sido considerado um filme memorável, grande parte das críticas positivas devem-se a este ator.

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Manon Abrantes

Zodiac (2007)

Zodiac foi escolha imediata dentro do vasto currículo de Jake Gyllenhaal. A narrativa, baseada em factos verídicos, desenrola-se na década de 70, na cidade de São Francisco, onde um assassino em série provoca a polícia com cartas e mensagens codificadas relacionadas com os seus crimes. O filme segue a vida, a carreira e a obsessão de Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal), um cartoonista extremamente curioso que trabalha para o San Francisco Chronicle, juntamente com Paul Avery (Robert Downey Jr.), jornalista que fez a cobertura do caso. A estes juntam-se os inspetores David Toschi (Mark Ruffalo) e William Armstrong (Anthony Edwards). A história baseia-se no livro homónimo de Robert Graysmith e foi brilhantemente adaptada ao grande ecrã por David Fincher. Destaco os desempenhos de Jake Gyllenhaal e de Mark Ruffalo, que, juntos, formam uma dupla improvável. Um filme obrigatório!

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Sofia Fernandes

Nightcrawler (2014)

Lou Bloom (Gyllenhaal) é um jovem ambicioso que descobre que pode ganhar dinheiro ao filmar vítimas de crimes e ao vender as gravações a canais de televisão. Um thriller psicológico, negro, satírico e praticamente perfeito em que Jake Gyllenhaal se transforma completamente na sua personagem. Se têm dúvidas de quão brilhante Gyllenhaal é, vejam Nightcrawler. Para além de estarem perante um filme brilhante que vos deixará de boca aberta e cheios de questões, estão também a testemunhar um dos pontos altos da carreira deste ator.

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Sónia Sul

Source Code (2011)

Jake Gyllenhaal volta a provar o seu valor! O capitão Colter Stevens, interpretado pelo ator, acorda no corpo de um passageiro num comboio. Desnorteado, tenta descortinar o que se passa no decorrer de oito minutos. Explosão! Desperta novamente; agora para descobrir que faz parte de um programa experimental do governo e que terá de completar a sua missão voltando ao comboio para prevenir outra oclusão. Algumas “falhas” no desenvolvimento da história são facilmente compensadas pela ação cativante e pela hábil cinematografia.

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Soraia Amarelinho

Demolition (2015)

Quando Dave (Jake Gyllenhaal), um investidor bancário de sucesso, perde a sua mulher num trágico acidente de carro, vários aspetos da sua vida deixam de fazer sentido. O próprio nome do filme é uma metáfora para o enredo. A personagem principal vai “demolir” certas partes da sua vida para depois as reconstruir. O filme é do mesmo realizador de O Clube de Dallas e de Livre, duas longas-metragens conhecidas por dar vida a personagens marcantes. A personagem de Jake Gyllenhaal pode não ser considerada marcante, mas é sem dúvida caricata. Todo o filme tem uma vibe divertida e de rock-n-roll, ainda que trate assuntos pesados, como a morte ou a discriminação sexual. A prestação de Jake Gyllenhaal é bem conseguida, como nos tem habituado, mas fica um pouco aquém das expectativas.

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