Opinião

(Quase) tudo o que precisam de saber sobre a ESCS

Para alguns de vocês, ingressar na ESCS foi fácil. Para outros, uma décima a mais e tinham ido parar a um curso qualquer que puseram como segunda opção. E há ainda os sortudos que nem sequer tinham a ESCS como primeira opção e vieram cá parar na mesma. Nada temam, estamos aqui para vos explicar tudo o que devem saber sobre esta mui nobre instituição.

Entrar no ensino superior, no início, pode ser algo assustador, mas pergunto: já viram as escadas do inferno? Este é, aliás, o meu primeiro conselho para quem chega e para quem regressa: evitem – custe o que custar – as escadas intermináveis que se estendem pela colina e que quanto mais subimos, mais elas parecem aumentar. É certo que a vista lá de cima até é agradável e o edifício da ESCS é de uma beleza arquitetónica digna de se ver, mas, se querem chegar à faculdade sem estar a nadar em suor, aconselho veemente a optarem por um caminho menos penoso.

Uma vez cá dentro e passando com sucesso e distinção por todos os protocolos de higiene e de segurança por causa da COVID-19, começa a vossa aventura pelo universo escsiano. Para os recém-chegados, o primeiro desafio é perceberem onde são as salas e os laboratórios. Confesso que inicialmente para mim foi uma confusão porque todos os corredores me pareciam iguais. Sejam mais inteligentes do que eu e leiam as placas afixadas em cada piso, os números junto às portas das salas ou perguntem aos funcionários da entrada assim que chegarem. Passado uns dias já vai ser automático. Mas, mais importante do que tudo, lembrem-se: a comida está sempre no terceiro piso e façam o favor de deixar um mil-folhas reservado para mim quando passarem pelo bar.

Já que falamos do bar aproveito para registar que na lista nunca feita dos melhores spots da ESCS, a esplanada do bar está com certeza no pódio. Tem vista privilegiada para o Estádio da Luz e é perfeita para apanhar banhos de sol ou para respirar ar puro depois de uma longa aula teórica de máscara na cara. É também um ótimo sítio para almoçares em alternativa ao refeitório que fica no mesmo piso. Aconselho a ires cedo porque é um sítio bastante concorrido e disputado.

Entre Jornalismo, Relações Públicas, Audiovisuais e Multimédia ou Publicidade e Marketing, há muito que nos separa e diferencia mas há algo que definitivamente nos une e que é uma necessidade comum a todos. É isso mesmo que estás a pensar: café. Acredita, vais precisar. Seja para aguentares acordado(a) nas aulas teóricas ou para aqueles dias em que entras às 8h e só sais às 18h da tarde – ou às tantas da noite se tiveres praxe ou reuniões nos núcleos. Mas não te preocupes, há máquinas de café distribuídas por quase todos os pisos para que não te falte nada.

E se já te estás a perguntar o que são os núcleos, eu explico. Há várias razões que fazem com que a ESCS seja conhecida e elogiada pela sua componente prática, ao contrário do que acontece em algumas faculdades excessivamente teóricas e que são muitas vezes escolhidas como primeira opção. Nada contra, mas… vá lá, quem é que não prefere pôr a mão na massa em vez de só falar da teoria por detrás disso?!

Enfim, do que vos falava? Ah, dos núcleos! Provavelmente uma das partes mais importantes do vosso percurso académico. Primeiro, tens de descer até ao piso -1 porque é lá que se encontram os gabinetes de alguns dos núcleos da ESCS. A boa notícia é que podes participar em todos, independentemente de que curso fores. Se tens o bichinho da rádio, a ESCS FM é o núcleo ideal para poderes ter a tua primeira experiência num estúdio de rádio a sério. No E2 podes competir com o Programa da Cristina e criar conteúdos para televisão que passam todas as semanas na RTP2. Se, por outro lado, gostavas de ter a experiência de trabalhar numa redação junta-te ao jornal Oitava Colina ou à nossa querida ESCS Magazine. Há ainda o grupo F para os amantes de fotografia, o NAV para os de audiovisuais e o GAME para os marketing experts. O difícil, no fundo, é decidir para que núcleos vamos abdicar das nossas horas de sono.

A esta altura, depois do nosso intenso roteiro pela ESCS já te deves ter apercebido de que o edifício tem uma estrutura, no mínimo, invulgar. Não sei quanto a ti, mas eu no início já cheguei a pensar que se assemelhava a um submarino ou a um avião por causa das pequenas janelas arredondadas ao longo dos corredores. Mas, na verdade, segundo fontes escsianas credíveis, foi inspirado num barco. E a verdade é que, tal como o grande pensador moderno Rodrigo Guedes de Carvalho disse em relação à pandemia: estamos todos no mesmo barco. Sejam muito bem-vindos a bordo!

Diana Gomes

Sempre gostou de pensar através da escrita. A sua curiosidade conduziu-a a becos sem saída, e escrever ajudava-a a encontrar respostas e a refletir sobre elas. Há uma parte de si que só é visível quando escreve e, por isso, dificilmente alguém que não a leu, a conhece. Descobriu no Jornalismo uma forma de mostrar o seu olhar sobre o mundo, e agora procura mudá-lo para melhor.

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