Santana Lopes quer convergência à direita para travar a Geringonça


O líder do recém-criado partido Aliança, Pedro Santana Lopes, indica que sem um “centro direita unido as esquerdas vão ganhar”. A Meta do Aliança passa por eleger mais de que sete deputados nas próximas legislativas.

  Numa entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, Pedro Santana Lopes admite que é “ambicioso” nos resultados que deseja para o seu partido Aliança: “Seis, sete deputados? Eu não ficava triste com esse resultado, mas quero mais, sou ambicioso, quero mais.  Somos conhecidos ainda só para uma percentagem de 21% dos portugueses. Nos próximos meses, temos um enorme trabalho a fazer para nos tornarmos conhecidos. Se Deus quiser, pelo menos 75% ou 80% das pessoas vão ficar a conhecer o Aliança. Quando chegar o Verão acho que já lá estamos. Aí, não é diretamente proporcional, como é óbvio, mas é natural que o apoio possa crescer e que a percentagem eleitoral possa também ela crescer”, indica.

No que toca a uma posterior coligação à direita, Santana Lopes não hesita e desafia PSD e CDS: “O centro-direita está muito distante nas suas componentes, é nítida e notória uma distância entre o CDS e o PSD. O CDS diz que vai fazer o seu caminho, não quer nada, e julgo que em relação ao Dr. Rui Rio não é preciso dar grandes explicações para as pessoas saberem que está longe dele.
Eu entendo que, ainda mais existindo a frente de esquerda, para se construir uma alternativa é necessário criar um caminho de convergência. Não falo em coligação pré-eleitoral, que nem é do nosso interesse, o Aliança quer ir a eleições e medir a sua força. Agora, o que fizemos foi dizer às outras forças (PSD e CDS) que só há uma hipótese de a frente de esquerda sair, que é o outro espaço ter os 116 + 1(referindo-se à maioria necessária no parlamento para formar governo). Até pode ser o PS o primeiro, mas dizemos ao Dr. António Costa: olhe, o PS ganhou, mas quem forma governo não é o senhor, mas sim o espaço do centro-direita”, indica, apelando a um consenso à direita num cenário de pós-eleições.

Outra das prioridades do Aliança, segundo o seu líder,  será a baixa dos impostos: “Se o Aliança tiver maioria, se for chamado a governar, podemos garantir que acreditamos firmemente nos efeitos e na eficácia da redução de impostos — IRS, IRC em boa medida, IMT por causa da aposta, nomeadamente para casais jovens, na constituição da família”, indica, reforçando que o partido pretende criar um clima propício ao investimento de forma a apostar no crescimento do país.

Fonte Sol,foto tirada por Bruno Gonçalves

Artigo corrigido por: Ângela Cardoso

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