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Suíços contra a expulsão automática de criminosos estrangeiros


Epa/Martial Trezinni

Segundo os resultados oficiais, a maioria dos suíços rejeitou este domingo a iniciativa lançada pelo partido populista para a expulsão automática de criminosos estrangeiros.
 
58,2% disse “não” ao referendo que pretendia endurecer e automatizar o processo de expulsão de estrangeiros que cometem delitos e infrações no território suíço. A participação na votação superou os 60%, um máximo desde 1992.

As infrações que levariam à expulsão automática incluíam, entre outros, o assassínio, a violação e fraudes relativas a ajudas sociais.

No domingo da semana passada, mais de 200 personalidades suíças do mundo político e cultural apelaram a uma rejeição do texto proposto pela União Democrática do Centro (UDC na sigla francesa, SVP na sigla alemã).

A Suíça referenda questões políticas e sociais regularmente, chamando os cidadãos a votar quatro vezes por ano. Para que as iniciativas sejam aprovadas devem conseguir uma dupla maioria: a dos eleitores a nível nacional e a dos cantões. As questões a referendar podem ser propostas por qualquer partido ou grupo cívico com no mínimo sete pessoas, precisando de recolher 100 mil assinaturas.

O povo suíço vai novamente às urnas no próximo mês de junho.

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