• Opinião

    De moda em moda, perde-se a nova geração

    Todos nós passamos pela adolescência e pela fase mais imatura, na qual o prato do dia é fazer um disparate que nos ajuda a crescer e que por vezes nem queremos recordar. No entanto, a nova geração tem-nos “brindado” com modas que nos fazem pensar sobre qual o rumo que está a seguir e como se deixa levar por essas ideias. Uma das modas mais conhecidas é a da “Baleia Azul”, um jogo em que as pessoas, influenciadas por um moderador, têm de realizar 50 desafios, entre os quais o visionamento de filmes de terror, a automutilação, a privação de sono e a escalada de edifícios altos. Após estes desafios,…

  • Media

    13 Reasons Why – Uma série necessária

    “Acho que me fiz entender perfeitamente. Ninguém tentou impedir-me. Alguns de vocês importaram-se. Nenhum de vocês se importou o suficiente. E eu também não. E peço desculpa. Então, este é o final da cassete 13. Não há mais nada a dizer” – estas foram as últimas palavras proferidas pela jovem Hannah Baker, antes de ter tomado a decisão de por fim à sua vida. Este é o ato que está no centro de 13 Reasons Why ou Por Treze Razões, em português. A adaptação do romance Thirteen Reasons Why, de Jay Asher, seria inicialmente lançada como um filme pela Universal Pictures, com Selena Gomez no papel de Hannah. No entanto,…

  • Opinião,  Secções

    Preguiça

    Esta crónica é escrita ao abrigo do novo acordo ortográfico Depois de ouvir os doces comentários de um youtuber acerca de como todas as doenças mentais são “uma grande treta inventada por essa malta esquerdista”, senti-me inspirado a escrever esta crónica. Admito a tentação, mas não vou deixar aqui o link do vídeo, apenas por não querer que essa “obra-prima” receba mais visualizações. Portanto, senhor vlogger, dê-me um bocadinho da sua atenção, se faz favor. Há uma diferença clara entre as patologias mentais e as doenças físicas – aquilo que designo por hipersubjectividade. A experiência de um doente psiquiátrico é estritamente solitária. Sim, claro que a dor de um doente…

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    Estigma

    Este artigo é escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico. É possível, com quanto baste de polémica, argumentar-se que as doenças mentais são mais incapacitantes do que os traumas físicos. Um tetraplégico é justo dono da compaixão e simpatia alheia automática. Um cego é visto por todos e ajudado por muitos. Um amputado de guerra é um herói medalhado. Mas um doente mental?! Um doente mental é um maricas. Quem se recorda de clássicos como: “Levanta o rabo do sofá! Toda a gente fica deprimida de vez em quando! Para de fazer fitas e faz-te homem!”? E do vintage: “Não eras assim se te tivessem dado uma educação como deve…