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    A culpa (não) é minha?

    Hoje venho falar-vos de algo que compreendi recentemente e que pretendo partilhar. Todos nós ouvimos que o melhor tempo das nossas vidas é o tempo passado na faculdade. Alguns sentiram com certeza um desconforto, como se nos dissessem que este momento em que estamos é o máximo que, no que toca a felicidade pura, podemos almejar. Eu sempre fiz questão de partilhar o privilégio que me foi concedido ao ser-me permitido estudar, e já apontei diversas vezes os benefícios do mesmo. No entanto, sempre assumi que era o tempo o principal fator que distinguia entre este momento e o resto das nossas vidas. Essa capacidade de ter vários meses de…

  • Opinião

    Viagem

    …Senhoras e senhores passageiros, coloquem os cintos de segurança; o avião está prestes a descolar. Obrigado… Não deixa de ser curioso o seguinte fenómeno: é quando se tira os pés do chão que se sente estar mais em terra… O barulho de fundo instala-se em mim com convite e o cérebro permite-se relaxar pela primeira vez desde há demasiado tempo. Venho falar-vos sobre viagens, claro está. Sendo uma necessidade antropológica – não foi à toa que fomos nómadas –, o ser humano sempre se mostrou bastante predisposto à sua movimentação como forma de ser e não como forma de estar. Agora, infelizmente, já não é assim – imitámos as árvores…

  • Opinião,  Secções

    “Dá-me Valor e eu Dar-te-ei Esperança”

    Acabou o ano de 2015 e começou o ano de 2016, um ano de esperança nacional e mundial do qual se espera o cumprimento de inúmeras promessas, ditas e desditas por deputados, ministros, presidentes, treinadores e por toda a gente que tenha poder perante a comunicação social. O que podemos esperar destas promessas? O que podemos esperar de um mundo como este? Promessas como estas já houve muitas, mas e cumprimento das mesmas? Contudo, não nos devemos reger por essas promessas, não devemos ser dependentes do cumprimento das mesmas quando a verdadeira mudança está em nós. Isto é, na capacidade de observarmos o mundo que nos rodeia e não pensarmos…

  • Opinião

    O caminho para a (in)felicidade

    “O que eu quero é ser feliz”. Ultimamente tenho ouvido muito esta expressão. Talvez por ser época natalícia e o quatro estar quase a transformar-se num cinco e as pessoas começarem a fazer as suas resoluções de ano novo. Acho-a uma expressão curiosa. “Quero encontrar o caminho para a felicidade”. É outra. Parece que a felicidade é um estado permanente e inalterável uma vez alcançado. Não entendo esta necessidade das pessoas de hoje em dia. Uma necessidade de apressar os processos. Uma necessidade de que as coisas se mantenham inalteradas. De que tudo dure para sempre sem qualquer esforço ou sacrifício. É como receber uma medalha pela maratona que nunca…