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    O Anarquista Que Queria ser Rei

    Nisto não há vencedores ou vencidos. Há fações ideológicas com mais representantes e outras com menos. Um governo saudável, um parlamento saudável, não tem maiorias de nada: tem uma ampla representatividade daquelas que foram as escolhas do país. Ninguém ganha legislativas, ninguém perde legislativas. Um governo minoritário (do centro) seria a melhor coisa que podia acontecer a este país. Um executivo com pouca representação partidária, sem aficionados, sem perversidades fanáticas e bimacrocefalias exageradas, vigiado por duas grandes oposições – uma à esquerda e outra à direita –, terá as melhores condições para governar com isenção. Porém, vejam só, este país longe está de uma utopia. E por dela tão longe…

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    O aparente paradoxo

    Pobres que votam na direita. É estranho, não é? Alguém apoiar um espetro partidário que vai contra os seus interesses? Desde o começo da minha puberdade política me questionei sobre isto. Será preconceito meu? Incompreensão das posições conservadoras? Escapa-me qualquer pormenor, certamente. Não consigo acreditar que a iliteracia populacional seja assim tão devastadora. A direita, defensora dos cortes no IRC e do alívio fiscal nas altas classes económicas, aliada das privatizações e do retrocesso social e amiga do peito dos “gatos-gordos” de Wall Street, entra em direto conflito com os interesses da classe média. Há algo que absolutamente não encaixa nisto tudo. Como podem os republicanos ter qualquer base de…