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Tragédia em Praxes na Via Formosa e na Praia de Faro

“Caloiros” obrigados a praxe abusiva na Praia de Faro

A praxe praticada por estudantes académicos do 2.º e 3.º anos da Universidade do Algarve, na noite de quarta-feira, promete ser um dos temas mais discutidos nos próximos dias devido aos excessos de que os caloiros foram alvo. Em consequência deste ritual de praxe académica uma jovem de 19 anos, que ficou em coma alcoólico, foi internada no Hospital de Faro e, segundo fontes de informação hospitalares, a situação já se estabilizou e a jovem teve alta na quinta-feira, dia 24 de Setembro de 2015.

O reitor da Universidade do Algarve, António Branco, prestou declarações à TVI24 e a outros jornais nacionais, reforçando a ideia de que haveria “tolerância zero” a este tipo de acções e instaurou um processo de investigação complexo, de modo a averiguar o que realmente aconteceu e apurar os responsáveis por este acto. Para além disso, uma das testemunhas que presenciou o sucedido, Maria José, prestou declarações afirmando o seguinte: “Eles abriam covas, ficavam cobertos de areia até ao pescoço e quando não estavam suficientemente enterrados vinha o padrinho e obrigava-os a beber”.

Foi ainda referenciado por outras fontes que os “caloiros”, depois de ingerirem bebidas alcoólicas, teriam de rastejar até ao mar e mergulhar, recordando a tragédia que vitimou mortalmente seis jovens no ano passado na Praia do Meco.

Esta não foi a primeira queixa-crime contra praxes que promovem comportamentos contra a integridade física e psicológica dos “caloiros”, visto que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) recebeu outras duas queixas, reencaminhando-as para as Direções das respectivas Universidades.

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