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Transmedia 2.0: como criar uma marca de entretenimento recorrendo ao processo da storytelling

Nuno Bernardo, CEO da beActive Entertainment, veio à ESCS explicar como é que se consegue criar uma marca de entretimento através do processo da storytelling. E como é que isso se faz? Foi o que o CEO nos explicou, dando o exemplo da empresa para a qual trabalha.
Nuno Bernardo trouxe para este seminário conceitos como cross media, que começou como uma ideia pioneira, mas depressa se tornou numa necessidade, dado que, como o CEO reforçou, hoje uma empresa não pode estar apenas numa plataforma se quer cativar o público.

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Para a empresa se tornar atraente aos olhos da audiência tem de estar envolvida em várias plataformas, pois não se pode esquecer que esta audiência acede, cada vez mais, às redes sociais e cada vez menos à televisão e que cada vez menos vai ao cinema. Neste sentido, o orador reforçou ainda a importância da marca para a divulgação do produto. Estes são, nesta era, muito mais uma experiência de transmedia, como traço desse conteúdo.
Não esquecendo o assunto que o trouxe a este seminário, Nuno Bernardo tentou mostrar ao público a importância das storytelling para o crescimento de uma marca. E a história entra aqui, pois, como o orador disse, todos temos necessidade de conhecer o passado para perceber o presente. As histórias começaram por ser a forma de o homem poder conhecer o mundo, mas também de criar ele próprio mundos novos. Elas funcionavam, principalmente, como experiências sociais, dando a sensação de que as pessoas pertenciam a algo.
Neste sentido, o orador explicou que, apesar de vivermos num mundo cheio de conteúdo, todos acabamos sempre por ver as mesmas séries, porque o interessante de se ver as coisas é depois poder falar sobre elas e, quando uma série é vista por milhões de pessoas, o contacto com os outros é muito mais fácil. De facto, todos gostamos de ser ouvidos e de sentir que temos impacto no mundo.
A diferença da forma como agora conhecemos e falamos das histórias é que hoje tudo se globalizou. Já não se limitam as histórias a uma comunidade, porque assim que ela nasce é difundida pelos meios de comunicação nas plataformas online e todos podem, a qualquer hora, ter acesso a ela.
São os meios de comunicação que ligam as marcas ao público, que criam esse laço necessário para a marca ter sucesso. Mas os media não fazem tudo se a marca não tiver uma estratégia para se ligar com a audiência e é aí que a criação de uma história ajuda. Se a marca criar uma história que se ligue com o público-alvo, terá mais possibilidade de ter sucesso.
Com o exemplo da beAtive, que criou uma história ligada ao fim do mundo, com personagens com as quais a audiência se liga, vemos que as histórias são uma mais-valia para a promoção e para o sucesso de uma marca.

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Sempre a reclamar, lá vai escrevendo umas coisas. Acha que tem tempo para fazer mil coisas e dormir deixou de fazer parte do seu dia-a-dia. Jornalismo é a sua paixão e escrever é o seu modo de ser.

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