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#YearInMusic. 2015: um ano de explosões e ascensões.

2015 trouxe-nos muita coisa: o regresso de Bruno Mars, que pôs toda a gente a dançar ao som de Uptown Funk¸ parceria com Mark Ronson; o terceiro álbum de Adele, que foi o primeiro álbum na história dos EUA a vender mais de três milhões de álbuns só na primeira semana; o lançamento do (último?) álbum dos Coldplay e o quase-lançamento do novo ANTI-álbum da Rihanna; o produtor Diplo com o seu toque de Midas, a trazer-nos duas das grandes músicas de 2015 (Where Are Ü Now e Lean On, que juntas têm só um bilhão de streams no Spotify).

Drake tornou-se uma figura do rap internacional: as suas mixtapes If You’re Reading This It’s Too Late e What a Time To Be Alive¸ em colaboração com o rapper Future, venderam que nem água e o seu mais recente single Hotline Bling tornou-se uma das músicas do ano. Ed Sheeran solidificou o seu reino construído sobre pilares de talento e songwriting, esgotando três datas consecutivas em Wembley.

O Tropical House dominou o verão (ninguém ficou sem dançar Cheerleader e ao som de Robin Schulz) e o hip-hop, que, enquanto género, se tornou cada vez mais um estilo apreciado pelas massas, continua a afirmar-se como um dos estilos de música que mais vendem e liricamente mais complexos.

Com tanta música que ouvimos este ano, chegou a altura em que se decide quais as melhores músicas e artistas. Neste artigo não avaliamos o trabalho de ninguém, mas definitivamente 2015 pertenceu às seguintes personalidades:

Taylor Swift
artigo 1

Este ano foi o de 2015, mas podia ser chamado 1989. Foi provavelmente o melhor ano da carreira desta cantora, que deixou o country por uns tempos e lançou o seu primeiro álbum unicamente pop, que a levou ao superestrelato. A boa receção, tanto do público como da crítica, fez que 1989 lhe valesse dez nomeações para os Grammys (três para os Grammys de 2015, e sete para os do ano que vem, incluindo a de Album of the Year). Destacou-se pela defesa dos direitos dos artistas ao tirar todo o seu material das plataformas de streaming, menos da Apple Music, à qual enviou uma carta que mudou a opinião dos diretores do serviço.

Não só pela música no digital ficou conhecida. A sua tour, The 1989 World Tour, rendeu-lhe perto de 220 milhões de dólares, sendo candidata à mais rentável do ano, e também ficou conhecida por trazer convidados em quase todos os seus concertos em solo americano (Mick Jagger, Lorde, as suas amigas do vídeo de Bad Blood, entre outras dezenas). O ano claramente foi dela, e, em termos de números, só viu a sua liderança ameaçada no fim do ano, por Adele.

Justin Bieber
artigo 2

Depois de um ano complicado para o artista, como foi o de 2014, estando envolvido em várias polémicas, como drogas, condenações e confusões com os fãs, Justin Bieber parece ter encontrado a fórmula para o sucesso. E de que maneira. Com o seu mais recente álbum, Purpose, que apresentou um registo mais virado para a EDM (God bless Skrillex and Diplo), fez que não se tornasse indiferente para ninguém: invadiu rádios, discotecas, casas. E o mais importante: fez que já não parecesse mal gostar de Justin Bieber.

Where Are Ü Now, colaboração com Skrillex e Diplo, foi o início de tudo: levou-o de volta aos top 10 dos países e das rádios. Lançou, mais tarde, What do you Mean? (canção do ano para a revista SPIN) e Sorry, e de um momento para o outro éramos todos beliebers. O cantor está imparável e Love Yourself, que nem sequer é single, domina os charts americano e britânico. Também já foi marcada uma tour mundial para 2016, a qual passará por Portugal no dia 25 de novembro, na MEO Arena.

Tame Impala
artigo 3

A banda australiana de rock psicadélico foi outra que ascendeu astronomicamente este ano. O seu mais recente álbum, Currents, foi extremamente bem-recebido pela crítica (84/100 no site Album of the Year) e pelo público. A sua sonoridade mais pop, deixando um pouco de lado o psicadelismo a que estávamos habituados, e dançante fez que a banda conquistasse novos públicos. E Kevin Parker, vocalista e guitarrista, tornou-se uma figura endeusada pelo público.

A sua visibilidade tornou-se evidente quando este ano fizeram (sim, foi graças a eles) que o Vodafone Paredes de Coura esgotasse pela primeira vez nos seus 22 anos de História. O seu ritmo mais pop torna-os uma banda muito apetecida. Não seria de espantar se o seu mais recente single The Less I Know the Better começasse a tocar nas rádios portuguesas.

Kendrick Lamar
artigo 4

Em nome do pai, do filho e de Kendrick Lamar. Se com good kid, m.A.A.d. city¸ seu segundo álbum, o rapper americano de 28 anos foi considerado rei, To Pimp a Butterfly, o mais recente trabalho, deu-lhe o estatuto de deus. Aclamado pela crítica, que na sua maioria concorda ter o álbum do ano, e deveras elogiado pelos seus skills de songwritting, storytelling, o génio teve mesmo o seu ano de sonho. É o artista com mais indicações aos Grammys de 2016 (11) e merece o apoio do presidente Barack Obama, que recentemente disse que a sua música do ano foi How Much A Dollar Cost?, do rapper.

Um artista que já merecia o seu regresso a Portugal e que é um dos mais pedidos pelo público. Quer dizer, foi impossível alguém não ficar Alright este ano.

Adele
artigo 5

Se formos procurar por “recorde” no dicionário, muito provavelmente aparece-nos uma fotografia de uma britânica de 27 anos, de nome Adele. Podia dizer a lista de recordes que a artista bateu este ano, mas ainda temos de falar de mais um artista. Já garantiu a sua passagem por Portugal, a 21 e 22 de maio, e, na onda do seu sucesso, teve os seus bilhetes esgotados em menos de 48 horas, que já estão à venda, noutras plataformas, superinflacionados. 25, o novo álbum, já vendeu mais de oito milhões de cópias em menos de um mês e o seu lead single, Hello, tornou-se um hit mundial que trouxe à internet várias covers e memes. Basta ter Adele no vídeo, que já se torna viral.

A sua tour está praticamente esgotada e, tal como Taylor Swift fez pela mesma altura no ano passado, Adele recuperou o fôlego da indústria musical, sendo um sucesso nas vendas e retirando o seu novo trabalho das plataformas de streaming. A era 25 ainda vai no início. Falta saber se o novo álbum consegue superar as mais de 20 milhões de cópias vendidas do seu antecessor 21. É provável que o faça.

The Weeknd
artigo 6

Apesar de ter sido esmagado pela crítica, o filme As Cinquentas Sombras de Grey veio acompanhado de uma banda sonora relativamente boa e que levou e que um canadiano, com já três mixtapes e um álbum lançados, alcançasse o topo. Se o céu era o limite para The Weeknd, em 2015 tornou-se o seu trono. Earned It¸ retirado da banda sonora de As Cinquenta Sombras de Grey, trouxe bastante notoriedade para o artista, levando-o para o estrelato e para a realeza musical deste ano.

Lançou um novo álbum, Beauty Behind The Madness¸ nomeado para álbum do ano nos Grammys, do qual saíram singles como Can’t Feel My Face e The Hills¸ que juntos venderam dez milhões só nos EUA. O seu sucesso repentino (e merecido) levou a que colaborasse com artistas grandes da pop, como Ariana Grande, Lana del Rey, Nicki Minaj, Eminem e Ed Sheeran. Vai também fazer parte da tour mundial da Rihanna, que passará pela Europa.

Bem que o Rock in Rio podia aproveitar e anunciar estes dois atos para passarem por Lisboa no ano que vem.

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