Opinião

A arte: uma forma de desenvolvimento humano

Desde o seu surgimento, há milhares de anos, a arte foi sofrendo constantes alterações e passou a ocupar um lugar significativo na sociedade. É impossível proferir um significado absoluto para uma atividade que reúne uma criação tão ampla e diversificada. Todavia, de uma coisa podemos ter a certeza: a arte é uma forma de o ser humano expressar as suas emoções. Posto isto, é importante referir que esta atividade – que engloba a pintura, a escultura, a arquitetura, a dança, a música, um simples poema, enfim – apresenta uma relevância extrema na sociedade. 

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A arte está presente em todo o mundo. No fundo, vive ao nosso redor: na literatura que lemos, nos espetáculos e nos teatros a que assistimos, na escultura e na pintura que admiramos e muito mais. Podemos afirmar que a arte tem uma influência na vida das pessoas, uma influência positiva. Amplia a nossa visão e o nosso conhecimento sobre o mundo. Permite-nos refletir. Esta reflexão proporciona aos seres humanos um desenvolvimento inconsciente de criatividade, de convicções e de personalidade.  Deste modo, esta atividade é importante na nossa vida, uma vez que nos permite abrir novos horizontes e, consequentemente, compreender melhor as nossas vivências.  Porém, o mais pertinente é o facto de nos possibilitar compreender as vivências dos outros. 

Para além deste lado introspetivo e compreensivo que a arte proporciona, é imprescindível referir que esta atividade é um excelente meio de comunicação entre culturas ou meramente entre o artista e o crítico. Isto porque a arte não é nada mais nada menos que a manifestação de sentimentos por parte do criador da obra. Esta prática artística tem, assim, a aptidão de despertar a atenção de sensações nos seres humanos. Trata-se de uma forma de expressão que em diferentes épocas foi utilizada de diversas maneiras e com diferentes objetivos (por exemplo, um tom social, político, emocional ou, até mesmo, revolucionário). Cada manifestação artística tem uma identidade, ou seja, uma linguagem própria. A arte pode, então, ser considerada uma linguagem universal.

As manifestações artísticas são uma maneira de sonhar e de visualizar o mundo que nos rodeia com outros olhos. São uma salvação do mundo real – agitado, sobrecarregado e muitas vezes frustrante. Trazem-nos conhecimento e reflexão relativamente a novos pontos de vista sobre diversos assuntos. A verdade é que os artistas conseguem imaginar e figurar aquilo que outras pessoas não conseguem e têm ainda a capacidade de promover uma visão crítica sobre um determinado tema. A importância da arte na vida de todos os seres humanos faz-se sentir, assim, na abertura da nossa mente.

Através da arte, é possível difundir uma ideia e fazer com que essa ideia permaneça ao longo dos anos, sem que seja necessário escrever quaisquer documentos para representá-la. Ao longo da evolução da história humana, a arte foi um método imprescindível para registar os acontecimentos. Antes do desenvolvimento da linguagem verbal, os seres humanos comunicavam através da arte. Podemos tomar como exemplo os homens pré-históricos que comunicavam através da arte rupestre, efetuando desenhos nas paredes das cavernas, ou, até mesmo, o Egito Antigo, onde esta prática também era muito comum. Neste contexto, podemos verificar e confirmar o valor que a arte há muito tempo representa. 

Arte Rupestre - Toda Matéria
Fonte: todamateria.com.br

Perante todas as incertezas que estamos a vivenciar, há uma evidência que emerge: concretamente, o desejo de voltarmos a ver um espetáculo, de voltarmos a visitar um museu, enfim. No fundo, o desejo de voltarmos a poder fazer tudo aquilo de que gostávamos, sendo que a sua ausência veio apenas confirmar a importância da arte nas nossas vidas. Imagine a sua vida sem arte. Seria difícil de imaginar, dado que um mundo sem arte seria monótono – sem a criatividade e a originalidade que nós, como humanos, possuímos. 

Se a leitura deste artigo servir para o afastar algum tempo das omnipresentes redes sociais, já terá valido a pena!

Artigo revisto por Lurdes Pereira

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Madalena Abrantes, 18 anos e aspirante a jornalista. É comunicadora de vocação, bailarina de coração e feliz de corpo inteiro. Entre a dança, os seus interesses de culinária, a moda e a solidariedade parece que caminha num projeto de equilibrismo. Mas, a sua grande paixão? Viajar. A sua maior conquista é viver a fazer aquilo de que gosta! 

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