Artes Visuais e Performativas

360º Ciência Descoberta

Para os apaixonados da história, é obrigatória a visita à Fundação Calouste Gulbenkian até dia 2 de junho. A exposição Ciência Descoberta apresenta-nos o mundo científico dos séculos XV e XVI: a era dos grandes descobrimentos marítimos. A pequena exposição, limitando-se apenas a um andar da fundação, faz o visitante sentir-se próximo dos “homens dos 500” e da sua expetativa sobre o mundo desconhecido, através, por exemplo, da união entre a natureza real e a natureza mítica. Peixes enfrascados, borboletas embalsamadas e recriações de crocodilos e rinocerontes contrastam com um fantástico corno de unicórnio (que na verdade não passa de um dente de narval feito de marfim), revelando o misticismo que pairava sobre os novos continentes, nesta época renascentista.

 “Tendo eu […] visto e ouvido várias cousas que julguei maravilhosas e estupendas, por nunca terem sido vistas nem ouvidas por nossos maiores” – Duarte Barbosa, navegador português, 1516

Compassos, balanças, astrolábios (figura 1) e pequenos cadinhos de fundição são algumas das inovações científicas que apareceram nesta época. Desde os primeiros planisférios (figura 2) e cartas náuticas, baseados em latitudes, distâncias estimadas e rumos magnéticos entre lugares, até às rotas de transporte de sementes, vegetais e frutas do século XVI (que levaram à diversificação de dietas e a novas culturas alimentares), 360º mostra ao visitante a expansão não só física, mas também cultural que ocorreu nesta altura, pelo acessível preço de 2,5€ para menores de 25 anos.

“Seria lamentável se, neste nosso tempo em que as regiões do globo material foram abertas e reveladas, o globo inteletual permanecesse encerrado dentro dos estreitos confins das antigas descobertas” – Francis Bacon, político e filósofo inglês, 1620.

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