Música

A derradeira carta de amor para o Alex Turner

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Caro Alex,

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Desculpa expor os meus sentimentos assim, mas é impossível não o fazer. A verdade é que gosto de música, gosto dos Arctic Monkeys, mas adoro-te! Não há volta a dar. Fala-se em Alex Turner e a parte do meu cérebro que devia ser racional, fica completamente descontrolada e esquece todo o mundo que existe além de ti.

Não foi sempre assim. Na primeira vez que ouvi Arctic Monkeys, não dei importância nenhuma ao que estava a ouvir e tão pouco me importei contigo. Na altura, lamento dizer-te, eu só queria saber dos D’ZRT e das bandas super interessantes que nos eram apresentadas na banda sonora dos Morangos com Açúcar — não perguntes, acho que é melhor não saberes.

Demorou um bocadinho até te dar o devido crédito. Foi preciso um amigo meu, também conhecido por ser responsável por parte da minha “cultura musical”, me aconselhar a ouvir “Piledriver Waltz”, na versão feita para o Submarine. É claro que para ele ouvir uma música implicava também prestar atenção à letra. Ainda bem que segui o conselho dele. Naquele momento, algures em 2010 ou 2011, apaixonei-me por Arctic Monkeys e por ti. Já andava a ouvir Humbug em repeat mas acho que aquela valsa alternativa mudou tudo.

Deixaste de ser aquele rapaz que acham que é porreiro por estar numa banda, com sorriso de bad boy, feito pedaço de mau caminho. Por mim até podes vir com aquela camisa cor de mostarda do “Album de La Semaine” que eu não me importo. O que te dá grande parte da identidade que tens é esse estilo meio à anos 50, com três quilos de gel em cima.

Sabes que não sou a maior apreciadora de poemas, mas não há música dos Arctic Monkeys cuja letra eu nunca tenha lido e analisado. Para mim, uma música boa com uma letra vazia ou uma letra forte com uma música horrível não substituem uma música boa com uma letra igualmente boa e acho que é essa junção de factores que explica muito do sucesso dos Arctic.

Não resisto quando começas a cantar “I Wanna Be Yours”, ainda estou para perceber como é que me “desapaixono” pela “505” e, acima de tudo, pela “My Propeller”.

Não sei, também, de que é que estás à espera para apanhares o primeiro avião para Lisboa e me resgatares. Somos, claramente, almas gémeas separadas por milhares de quilómetros. Até descobri, numa entrevista, que preferes ler a sair à noite — poderias ser mais perfeito para mim? — e diz-se por aí que escreves coisas muito bonitas às namoradas. A sério, não sei de que estás à espera para vires conhecer-me, Alex! Diz-me a que horas chegas que eu vou esperar-te ao aeroporto com uma daquelas plaquinhas de cartão com o teu nome escrito!

Vá, agora vai tratar do próximo álbum dos Arctic Monkeys. Nem vale a pena perguntares “R U Mine?” porque é mais do que óbvio.

 

Love always,

Sofia

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