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A importância do protetor solar

O mês de julho está já aí à porta e com ele vêm os infinitos dias de praia, piscina, as idas para a aldeia e as férias de que tanto precisamos. Porém, em todos estes cenários há algo em comum e, não, não é o descanso total, mas sim a exposição solar a que vamos estar mais sujeitos e pela qual necessitamos de ainda mais cuidados.

Fonte: Pexels

Primeiro que tudo, deixem-me já fazer um à parte para vos dizer que a proteção solar deve ser feita durante todo o ano. Não é só no verão que o protetor solar deve ser utilizado, nem só quando se vai à praia, ou à piscina, pois a nossa pele está constantemente exposta às radiações solares, mesmo durante o inverno, embora pareça que, como está frio, o sol não queime, é crucial o cuidado com esta. Uma boa dica que te posso dar é teres sempre um hidratante com fator de proteção solar (FPS), pois isso será meio caminho andado para que, ainda que seja com uma proteção reduzida, protejas de alguma forma a tua pele. 

A radiação solar, embora tenha um nome singular, tem vários tipos de radiação, sendo que, de todo o espetro solar, apenas a luz visível, a radiação ultravioleta (UV) e a radiação infravermelha é que têm a capacidade de atingir a superfície da Terra. Uma vez que em valores percentuais temos 50% de radiação infravermelha, é daqui que surge a sensação de calor, sendo a radiação responsável por possíveis insolações e golpes de calor. A radiação visível corresponde a 40% da radiação que atinge a superfície terrestre, sendo que contribui para o fotoenvelhecimento, o que quer dizer que é o que contribui para uma hiperpigmentação, ou seja, o aparecimento de manchas na pele e o seu envelhecimento. Por fim, os restantes 10% são, os tão conhecidos, raios ultravioleta. Estes estão divididos em UVA, isto é, os que atravessam a atmosfera terrestre e são responsáveis pelo bronzeado e, por sua vez, os UVB que têm efeitos mais biológicos e são responsáveis pela produção de Vitamina D, tendo, de qualquer das formas, alguns efeitos nocivos, tais como queimaduras solares, reações alérgicas e envelhecimento prematuro da pele. 

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Ou seja, percebemos, de facto, que a nossa pele está exposta a um complexo conjunto de radiações e que, por essa razão, é crucial que haja uma proteção solar adequada.  Porém, além de sabermos esta informação toda sobre a radiação solar, é importante que conheças aquele que é o maior órgão do teu corpo: A TUA PELE. Para te ajudar nesta descoberta de que tipo de pele é que tens, deves consultar um dermatologista para que este te possa indicar, não só qual o teu tipo de pele, como também os cuidados que deves ter com esta. Embora não seja especialista na área, posso aconselhar-te, se tens uma pele muito clara, olhos claros e, ainda, sardas, a utilizar um protetor solar com uma proteção muito alta (um 50+), pois facilmente te queimarás, mesmo com pouca exposição solar, e , por mais que estejas horas seguidas ao sol, nunca terás um grande bronzeado, pois a tua pele não tem tendência para se pigmentar. Se, por sua vez, tens uma pele clara que não costuma estar exposta ao sol, então deves utilizar um protetor solar com proteção alta, sendo que a tua pele queima-se de forma moderada.  Se a tua pele for mais morena ou acastanhada e tens cabelos e olhos escuros, então tens a sorte (que não te dá garantias de nada!) de te queimares raramente e bronzear facilmente, mas precisas, na mesma, de um protetor com uma proteção média. Por fim, se a tua pele for negra, então apenas precisas de um protetor com proteção baixa. 

Ou seja, percebemos que, tal como toda a gente tem o cabelo diferente, ou o corpo, no seu geral, também a pele varia de pessoa para pessoa, e não há nenhuma que seja melhor do que a outra! Há peles diferentes e, para todas elas, é importante uma proteção adequada até porque, caso não tenhas este conhecimento, os danos causados por uma exposição solar, sem qualquer proteção, são acumulativos. O que quer dizer que, mesmo que afirmes “só” ter apanhado o sol matinal que “nem queima”, ou só teres ido correr uns 5 minutos, ou que a tua pele é muito resistente, estás igualmente propício a vir a sofrer consequências por isso. Tais como, o envelhecimento prematuro, sendo que podes ter agora 20 anos e a tua pele ter aspeto de 40, devido ao aparecimento de rugas e sinais de envelhecimento. Podem aparecer-te manchas solares porque a tua melanina se vai acumular de formas irregulares, acabando por escurecer as que já existiam e favorecendo o aparecimento de novas e pode, ainda, provocar aquele que é o efeito mais grave a longo prazo, o desenvolvimento de cancro da pele. 

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Porém, o protetor solar não é o teu salvador para tudo, é crucial que, além do uso deste, tenhas cuidado em ir renovando a tua proteção solar a cada 2 horas e depois de cada banho, ou seja, mesmo que tenhas acabado de pôr protetor e só tenhas ido dar aquele mergulho para acordar de manhã, então quando voltares à toalha tens de voltar a pôr o protetor. 

Além disso, deves ir apanhando sol de forma moderada ao longo dos dias, para que te consigas bronzear de forma progressiva e evitar, sempre, a exposição solar entre as 12h e as 15h (malta, muito sinceramente, ninguém aguenta estar de papo para o ar na praia a estas horas. Faz calor, acabamos por suar e torna-se tudo menos confortável). Deves, ainda, ter especial atenção às zonas mais sensíveis do teu corpo, tais como a face, no seu geral, o pescoço e os lábios. Por fim, como dizia o nosso número 7: Bebam água! É muito importante que se beba água com abundância, de forma a evitar a desidratação e, também, porque isto contribui para que tenhas uma pele mais saudável. 

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Depois de um dia de exposição solar, mesmo com todos os cuidados, é importante que hidrates a tua pele com um bom “after sun”, para que consigas aquele aspeto de pele brilhante e saudável invejável.

Além de tudo isto, posso falar-te da minha experiência pessoal e dizer-te que é mesmo muito importante que te protejas ao máximo do sol. Neste artigo falei dos “problemas” que a minha pele tem ao nível de borbulhas e marcas, porém, algo que não mencionei é que os meus braços são todos eles manchados, sendo que muitas das manchas foram intensificadas pela exposição solar indevida. Embora eu tenha uma pele que facilmente se bronzeia e que facilmente fica com a marca do fato de banho, o que eu até gosto, também tenho uma pele extremamente sensível que, há mínima coisa, fica logo com manchas e tem tendência, inclusive, a escamar, também por falta de hidratação. 

E sim, malta, eu também era a criança que reclamava com a mãe pela quantidade exorbitante de protetor solar que me punha quando íamos à praia, ou à aldeia, ou à piscina, ou onde quer que fosse. E sim, malta, a minha mãe também me espalhava “muito bem” o creme e eu acabava a parecer o Olaf do Frozen. Mas o que vos posso dizer é que deviam agradecer às vossas mães, pais, avós, ou a quem quer que tenha tido essa função de, não só, vos besuntar em protetor solar infantil 50+, como também, de vos incutir o ensinamento sobre a proteção da pele e a importância desta. 

Com isto, um conselho final que te posso dar é que não descartes, nunca, a proteção da tua pele e que tenhas o máximo de cuidado com esta. Em todas as alturas do ano e nas mais diversas circunstâncias! Informa-te junto a um médico para que ele te possa ajudar a perceber qual o melhor protetor para ti e desfruta de um verão incrível, sem queimaduras! (Até porque, aqui entre nós, não é lá muito “trendy” seres igual à lagosta do aquário que está na entrada da marisqueira.)

Imagem de capa: Pexels

Artigo revisto por: Inês Pinto