• Opinião

    As redes sociais estão a matar a nossa vida amorosa?

    As redes sociais foram criadas para nos aproximar uns aos outros, mas estará o tiro a sair pela culatra?  Ao ouvir a letra da música 22:22 do X-Tense, «Anda ter uma vida real e não temas num dia mau não ser uma fotografia ideal no Instagram», decidi procurar o que a comunidade científica tinha a dizer acerca deste impacto que os nossos feeds parecem ter no que sentimos a respeito da nossa relação. Sabe-se que as redes sociais podem ter um forte impacto na maneira como percecionamos o nosso sucesso pessoal em vários níveis e parece que o parâmetro amoroso não foge a esta regra.  Desde que o Mark Zuckerberg,…

  • Opinião

    Em nome da justiça, desculpa, Mariana Ferrer

    Nos últimos dias, tem-se dado muita atenção ao caso de Mariana Ferrer, uma jovem que foi violada aos 21 anos por um empresário rico e filho de um famoso advogado. Não me prenderei no facto, infeliz, de este caso não ser algo fora do comum no mundo em que vivemos; apenas me contentarei com o facto de, pelo menos, algum caso estar a ter a atenção do público. O caso contra André de Camargo Aranha está a decorrer desde 2018, mas apenas depois de Mariana o ter divulgado nas redes sociais é que de facto os “agentes de justiça” – o uso de aspas não é engano, não considero estas…

  • Opinião

    Deve o humor ter limites?

    Assistimos hoje ao contrassenso conflituoso entre a liberdade de expressão e a hegemonia do politicamente correto. Se, por um lado, somos ativistas do “sê quem és, és único, vive a tua verdade”, por outro, atacamos aqueles que não pensam como nós e que, de facto, vivem como querem. Esta censura é especialmente generosa para os humoristas e para as celebridades. Tendo noção de que vivemos altamente expostos, sabemos que aquilo que dizemos sofre como que uma avaliação por parte de terceiros, quer queiramos quer não. Aquilo que certas personalidades – ou mesmo o comum mortal – dizem em três segundos pode tornar-se uma tendência no Twitter, pode ser dissecado por…

  • Opinião

    SNS e o suicídio

    Não saber que o Sistema Nacional de Saúde é lento é como não saber que data é 1143: é sinal de que não se é bom português. A lentidão recorde deste sistema não é novidade, mas em determinadas situações esta característica passa de irritante para muito perigosa. Vou omitir todas as situações em que pacientes com possíveis cancros têm de esperar meses por consultas, arriscando o desenvolvimento dos mesmos, e focar-me apenas nas consultas de psicologia.  Confesso que até ter uma pessoa próxima nesta posição, nunca tinha pensado no grande problema que é o passo lento do SNS nas questões psicológicas. Uma pessoa com historial de consultas de psicologia, com…

  • Opinião

    No meio do medo, a humanidade brilha… às vezes.

    Como parece que já não temos outro tópico para além do novo coronavírus ou da quarentena, vou manter-me na moda. Mas só neste artigo! Prometo ir aos confins do mundo para arranjar outro tema, mas, nas próximas 25 linhas, covid-19 será.  Aquilo que mais me tem fascinado durante esta confusão inteira é observar como o ser humano se comporta numa situação assustadora, completamente nova e complicada. Aquilo que mais noto é que, ou quebramos em modo sobrevivência, ou ligamos o modo comunitário. Há quem adote um só e há quem vá alternando na tentativa de apenas ser um vizinho digno de um vídeo no Goalcast – atenção, esta tentativa apenas…

  • Opinião

    A aranha és tu!

    Vamos ser crescidos e honestos: a menos que queiras mesmo, mesmo, mas mesmo muito, não vais sair das redes sociais. Não será só porque puseste como resolução de ano novo. Isso é mau? Diria que não necessariamente. Precisas é de as usar de uma forma que de facto te acrescente alguma coisa. As redes são tuas e, portanto, a aranha és tu. Escolhe a melhor maneira para ti. A verdade é que as redes sociais são ferramentas – boas, por sinal. Mas estão cheias de armadilhas, como sabes. As pessoas postam o melhor de si – e, naturalmente, ninguém iria pegar numa câmara a meio de uma discussão ou durante…

  • Opinião

    Porque recebemos presentes mesmo?

    Mesmo sendo fã do Natal, nunca percebi o sentido de um pequeno pormenor: porque recebemos presentes mesmo? Uma realidade aceite, e muito bem aceite, diga-se de passagem, mas sem sentido absolutamente nenhum, a meu ver. Estamos num país maioritariamente cristão, por isso, não me espanta que se dê importância ao Natal. No entanto, o Marketing meteu-se no meio das missas do galo e das tradições e agora isto ficou um pouco mais confuso. As pessoas que não são religiosas veem-se forçadas a festejar o Natal, seja porque têm família que acredita em Deus, seja porque é feriado, seja porque já é tradição celebrar. Portanto, lá se janta e almoça e…

  • Opinião

    Choquemo-nos!

    O nome Greta Thunberg tornou-se cultura geral. Não há um meio de comunicação que não tenha escrito ou dito o seu nome e isto não é bom. Que seja claro que tenho não só respeito pela Greta como tenho admiração. Por mais que os motivos me deixem a desejar que não a conhecesse de todo, estamos a falar de uma adolescente com Asperger que não tem nem a cara colada ao telemóvel nem um complexo de inferioridade. Troca isso por um passe para a Climate Action Summit das Nações Unidas e uma nomeação para o Prémio Nobel da Paz. Por isso, o chamado “Greta Thunberg effect” dá-me um sabor agridoce:…

  • Opinião

    Ainda sobre as Europeias

    Sim, ainda estamos a falar das eleições europeias. Bem sei que já passou coisa de um mês, mas se pararmos de falar da abstenção e do desinteresse político mais vale fazermos “copy paste” das cartas abertas de maio e agendar já o post para 2024… Entre cartas e cartas abertas, a culpa vai saltando de lugar como se se tratasse do jogo das cadeiras: ora a culpa é dos jovens, ora é dos políticos, por vezes é do próprio Parlamento Europeu e até chega a ser dos “paizinhos que não educam cidadãos de jeito”. Será, porém, culpa de qualquer um destes que várias pessoas deixaram de ir votar porque estava…

  • Opinião

    O amor é cego

    “O amor é cego”, pelo menos é o que dizem os universitários portugueses. As relações dos jovens portugueses universitários já foram alvo de vários estudos ao longo dos tempos e denunciam que mais de metade dos namoros nesta etapa da vida dos jovens perpetuam a violência. A verdade é que mais de metade dos nossos “Pedros” e “Inêses” já foram vítimas de violência quer física, quer psicológica, quer sexual; e muitos até consideram que, pelo menos até certo nível, é normal. Ora, concordar em discordar. Entre perseguições, exigências de acesso ao telemóvel e ciúmes, o choque não se faz notar – pelo menos não suficiente. Muitos talvez sigam o raciocínio…