• Opinião

    Inspiração (Dia Mundial da Poesia)

    Sentado nas margens do rio Tejo,Procuro qualquer tipo de inspiração.São várias as cores que vejo,Mas nenhuma me pinta a imaginação. O som leviano da água a bater na torreÉ doce, uma eterna sinfonia,Um cântico tão nobreQue me inspira a poesia. Talvez as ninfas existam,Talvez cantem ao som da corrente,Inspirando todo aqueles que as sintamA encantar a própria mente. O poema é a arte,A recriação da melodia.E neste cenário utópico,Agradeço a toda esta poesia. Autor da fotografia de destaque: Diogo Sardinha Artigo revisto por Miguel Bravo Morais

  • Opinião

    Amor de fevereiro

    Cartas de amor são poesia,Como o meu amor por ti,Talvez um truque de feitiçariaQue eu não quero que chegue ao fim. Sinto-me preso num labirinto de felicidadeE não preciso da ajuda da razão,Porque se a saída encontrasse, de verdade,Continuaria preso a ti, Perdição! Olhar para ti é olhar para casa,Sentir segurança e proteção,Deitar-me num porto seguroE acordar nos braços da paixão. Contigo avanço lado a lado,Tudo é mais vivo e verdadeiro.É a ti a quem eu escrevo neste mês enamorado,Obrigado, meu mês de fevereiro! Em ti vejo futuro,Contigo eu vivo o presenteE, por mais que o caminho seja duro,Serás para sempre o meu lugar sorridente. Artigo revisto por Inês Pinto

  • Opinião

    Imortalidade da memória

    Escrever não é fácil e muito menos quando se escreve acerca de conceitos subjetivos como a morte, por exemplo. Talvez a morte não seja o mais importante, mas o que dela provém: a morte dos mortos. A morte dos mortos é um conceito duplamente complexo e torna-se assustador quando percebemos que é aplicado pelos vivos. A questão que automaticamente nos surge é: o que fizemos nós vivos? Nada. Não fizemos nada. Deixámos que os mortos se elevassem mais do que a própria memória. Não falo de imortalidade terrena (viver para sempre seria impensável), mas de imortalidade da memória. Luís de Camões cantava muito mais do que os feitos lusitanos. Camões…

  • Desporto

    Futebol: da paixão ao negócio

    O futebol, desde sempre, foi um desporto com grande enquadramento das massas. Adeptos que carregam consigo muito mais do que as simples cores do clube, carregam as ideologias que transmitem para os jogadores dentro de campo, porém, por vezes, mais alto do que o cântico dos adeptos soa o barulho do dinheiro nesta indústria tão apaixonante como é o futebol. Será o futebol, hoje, um negócio? Terão os jogadores perdido o “amor à camisola”? Se sim, de quem é a culpa: dirigentes, jogadores ou adeptos?    O futebol é, nos dias correntes, um negócio. Assistimos a uma profissionalização do mundo futebolístico: contratos astronómicos negociados com jogadores, valores de transferências exorbitantes, marcas…