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Cartas de amor… quem ainda as tem?

Eis-nos chegados àquela altura do ano em que tudo se enche de corações, todos decidem querer dançar ao som de Frank Sinatra e todos almejam viver uma história de amor de meter inveja a qualquer livro da Jane Austen. É isso: o São Valentim está a chegar e traz, com ele, um tal de Cupido. Brace yourselves, o dia dos namorados está aí!

O dia dos namorados funciona um bocadinho como no filme Groundhog Day: há pessoas que dariam tudo para viver aquele dia vezes e vezes sem conta, em repetição, e há pessoas para quem um dia naquela vida já era pedir demasiado. Na verdade, o dia dos namorados tem um enorme problema associado: as expetativas. E de quem é a culpa? Dos romances, claro!

A Jane Austen deu-nos o Mr. Darcy e, com ele, expetativas demasiado irreais. Não, a culpa não é só da Jane Austen! Com ela há toda uma legião de autores que criaram personagens com romances tão magicamente perfeitos que, inevitavelmente, nos levam a ter expetativas muito mais elevadas do que aquilo que é recomendado.

No meio de tantos romances, de tanta ficção, não façam do vosso dia dos namorados um capítulo para o Nicholas Sparks. Peguem na caneta e em papel — sim, papel mesmo — e, neste São Valentim, escrevam a vossa carta de amor. É que, de tão pouco que isso ainda se faz, de certeza que não correm o risco de cair em clichés. E, quem sabe, a vossa história não dê um romance bonito, lamechas, fofinho, de fazer inveja às Jane Austen desta vida. No dia dos namorados, escrevam. Talvez seja o melhor que podem fazer nesse dia!

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